Jornal JOÃO SEMANA (15/01/2005 - 01/02/2005)
TEXTO: Manuel Pires Bastos e Gil Guedes
Sobre a morte violenta de Ana Rosa, lia-se no “João Semana” do dia 3 de Fevereiro de 1955:
“No passado dia 23 de Janeiro apareceu morta, sob a ponte da Rua Elias Garcia, Ana Rosa Valente da Silva, criada de servir, de 11 anos de idade, em circunstâncias tais que revelam a existência de crime.
Felizmente que as diligências feitas pelo Comando do Posto da GNR descobriram rapidamente o criminoso, António Joaquim da Silva, engraxador, já várias vezes preso por furto e tentativa de sedução.
O funeral da pobre vítima foi concorridíssimo, incorporando-se nele as pessoas de mais destaque desta Vila, bem como as pessoas mais humildes, para manifestarem a sua repulsa pelo vil atentado.
A conclusão a tirar: falta de temor de Deus no criminoso, virtude heróica na vítima e sentimentos nobres e dignos da gente de Ovar.”
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| Campa de Ana Rosa no Cemitério de Ovar |
No próximo dia 22 completam-se 50 anos sobre a morte, por assassínio, da menina Ana Rosa Valente da Silva, a cuja memória os vareiros erigiram um bonito mausoléu no 5.º quarteirão do nosso cemitério, local que passou a ser, desde então, ponto de visita para muita gente.
Visitando o Cemitério de Ovar há alguns anos, à procura de referências do Padre José Ribeiro de Araújo, antigo Coadjutor de Ovar e natural de Perosinho, um cidadão daquela freguesia gaiense, Gil Guedes, mostrou-se impressionado com a campa da Ana Rosa, cuja figura lhe foi delineada por mim, que o acompanhava.
Daí nasceu o interesse de Gil Guedes em aprofundar os dados sobre a vida e morte da pequena vítima, bem como sobre a sua família e o seu agressor.
Aos dados coligidos, entendi juntar novas informações que, entretanto, também foi recolhendo junto de vizinhos e de conhecidos de Ana Rosa, bem como de António Gama, o jovem ovarense que encontrou o seu corpo algumas horas após o assassínio.
Desse conjunto de dados resultou o texto que vamos publicar no “João Semana” como memória de um acontecimento que marcou Ovar há meio século.
A vítima
Ana Rosa Valente da Silva nasceu no lugar das Quintas do Norte, freguesia da Torreira, concelho da Murtosa, a 7 de Junho de 1943, sendo seus pais António Joaquim Lopes da Silva, lavrador e barbeiro
(1), e Rosa Pereira Valente, doméstica.
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A 3.ª porta da casa mais baixa, à esquerda, na Rua Elias Garcia, era a da barbearia
de Luís Pereira, para onde, pelas 20h30 de 23/01/1955, se dirigia a Ana Rosa |
Como qualquer criança do seu estrato social e do seu tempo – fim e rescaldo da 2.ª Grande Guerra Mundial”, teve uma infância penosa, mas despreocupada.
Tinha apenas dois anos e meio quando perdeu a mãe, falecida no Hospital de Salreu, em 13/12/1945.
Quase três anos depois, em 03/03/1948, o pai, então com 43 anos de idade, contraiu segundo casamento, com Lucinda de Pinho, de 34 anos, doméstica, do lugar da Marinha, Ovar, a quem a criança passou a chamar “madrinha”
(2).
A Ana Rosa frequentou a Catequese (na Igreja da Torreira) e a escola (no lugar das Quintas), sendo uma criança humilde e ingénua. Tão ingénua que não suspeitava dos perigos morais que a rodeavam
(3).
Terá sido por estas circunstâncias que, pelos 8 anos, a criança deixou as Quintas para encontrar protecção em casa de uma família amiga, da vila de Ovar, o casal Luís Pereira e Maria
(4), residentes na Rua Padre Ferrer, 86, até porque na barbearia do Sr. Luís, situada na Rua Elias Garcia, junto à Capela da Sr.ª da Graça, trabalhava, como barbeiro, um filho da madrasta, de nome José Pereira
(5).
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Casa da Rua Padre Ferrer, n.º 86, onde vivia o casal Luís e Maria
com a pequena Ana Rosa, que daqui saiu na noite do seu assassínio |
No parecer de várias pessoas por nós contactadas, a Ana Rosa seria tratada como protegida e não como criada
(6). Mas a ideia geral é de que seria uma criadita de casa, ocupada em tarefas domésticas.
“– Era pequena, mas forte. Não era leviana. Era boa menina. Só um pouco ingénua.” (António Gama, Ovar).
“– Era uma criança viva, baixa e forte, de inteligência normal, frequentando a escola." (Áureo Neves, Ovar).
“– Era baixa e roliça, de constituição forte.” (Rosa Maria Valente, da Ribeira).
Conta uma sua amiga e colega mais velha, Francelina Gomes Pereira (n. 25/03/1939, em Ovar)
(7), que costumavam assistir à Missa das Almas (6h00 da manhã) e que, depois de tomarem o pequeno-almoço, iam lavar roupa ao rio do Peixoto (rio Cáster), debaixo da ponte da Senhora da Graça.
Como era habitual, a profissão de barbeiro tinha o Sábado como o dia de maior movimento, prolongando-se o trabalho pela noite fora. Daí ser habitual os barbeiros cearem no próprio estabelecimento.
Nestas circunstâncias, cabia à Ana Rosa a tarefa de levar a comida ao Sr. Luís Pereira.
Ninguém suporia que esse serviço trivial viesse a dar motivo para um desenlace trágico, e que uma criança de 11 anos e meio, mesmo que de constituição desenvolta, pudesse vir a ser beliscada na sua honra por alguém que a conhecia bem
(8).
Aquela noite de Sábado, dia 23 de Janeiro de 1955, foi fatídica para a menina que, pelas 20h30, levando a refeição ao Sr. Luís, não chegou à barbearia nem regressou à Rua Padre Ferrer, onde a esperava a Sr.ª Maria.
Foram de angústia e de maus presságios as horas que aquela família viveu ao longo de toda a noite, com algumas buscas totalmente infrutíferas.
O achado do corpo
A manhã seguinte encarregar-se-ia de pôr a claro a situação, desvendando toda a verdade do misterioso desaparecimento.
Pelas oito horas da manhã, e aproveitando os primeiros alvores do dia, o jovem António Pinto da Gama resolveu abrir a porta das traseiras do talho de seu pai, onde tinha já aviado alguns fregueses que regressavam da missa das seis horas, e aproximou-se do rio, mesmo ao lado, para observar a altura e os estragos das águas, já que chovera muito de véspera.
– “Vamos ver o rio!” – disse ao irmão José que, no entanto, não anuiu ao convite
(9).
Poucos metros andados, observando algo estranho debaixo do arco poente da ponte, alertou o irmão:
– “Olha que está ali uma criança morta! Vamos lá ver.”
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Ponte da Senhora da Graça (ou do Peixoto), no Rio Cáster. O corpo de Ana Rosa
apareceu, na manhã seguinte, debaixo do 3º arco (à esquerda) |
Descidas as escadas de acesso ao rio, e caminhando sobre uma língua de areia molhada, onde as mulheres – e a própria Ana Rosa – costumavam lavar, chegaram junto ao corpo inerte, acocorado, descomposto, com a boca dentro da água. No mesmo lugar onde, viva ou já morta, a menina tinha sido violentada
(10).
– "Se não tinha já morrido quando a deixaram naquela posição, acabaria por morrer afogada, porque a água era muita" – lembra o António, 49 anos depois do macabro achado.
– “Vou avisar o cabo Santos e tu ficas aí para não deixares passar ninguém!” – disse ao irmão.
Vendo, ali perto, o talhante João Silva à porta do seu estabelecimento – era normal conservarem a porta fechada ao Domingo, por causa da fiscalização “, inteirou-o do que acabara de descobrir, e ele logo correu ao local.
A partir daí o ajuntamento e o alarido foram-se avolumando.
Nesse Domingo, a Francelina não tivera a companhia da amiga na Missa das 6 horas. Pensou que não tivesse vindo por ter de ficar a tratar a patroa
(11).
Mas a razão viria a encontrá-la pouco depois, quando, como de costume, trazia a roupa para o lavadouro, sob a ponte, agora transformado em pouso do corpo morto da amiga.
De tal modo ficou incomodada que, lembra-se bem disso, nem quis participar no cortejo que se realizou nesse dia à tarde, em favor do relógio da Igreja.
A notícia do crime
Sobre a morte violenta de Ana Rosa na noite de 22 de Janeiro de 1955
(12), um Sábado, depressa apareceram relatos na imprensa diária. Um deles, expedido de Ovar no dia seguinte, 23, dia do encontro do cadáver, e publicado em “O Comércio do Porto” de 24 ou 25, é do teor seguinte:
“Uma criança morta e abandonada à beira de um rio
Ovar, 23 - Nas mais estranhas e trágicas condições, foi hoje de manhã encontrado, abandonado à beira-rio o cadáver de uma criança de 12 anos, de nome Ana(13), cujos pais se sabe residirem no sítio da Quinta da Torreira, na Murtosa, que andava a servir numa moradia localizada na rua Padre Ferrer desta vila.
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António Pinto da Gama no mesmo talho onde trabalhava,
há 50 anos, com seu irmão José. Foi a primeira pessoa a
descobrir, debaixo da ponte do rio Cáster, mesmo ao lado
do talho, o corpo inanimado de Ana Rosa |
Embora as autoridades não tenham chegado a qualquer investigação definitiva, tudo indica que se estava na presença dum crime. A criança desaparecera da residência dos seus patrões às 20.30 horas de ontem, e apesar das diligências encetadas nesse momento por se tornar notada a sua falta, estas foram infrutíferas. O seu cadáver apareceu hoje debaixo dum dos arcos da ponte sobre o rio Cáster, que atravessa o centro da vila e foi o rapaz dum açougueiro da rua Elias Garcia que deparou com ele quando se aproximava daquele ponto da margem a buscar água.
Postas imediatamente ao corrente do trágico acontecimento, as autoridades iniciaram rápidas averiguações, recolhendo elementos tendentes a esclarecer as causas da morte e procedendo a um exame pericial no local onde foi encontrado o cadáver. Cumpridas que foram estas formalidades o corpo da infeliz criança foi removida para a capela da Misericórdia, onde amanhã os médicos devem proceder à autópsia.”
O nosso colaborador Aníbal Gomes, então com 14 anos, dá-nos mais algumas achegas sobre o acontecimento:
“Conhecia muito bem a Ana Rosa e os seus patrões, assim como o assassino, António Godinho (engraxador). Este era uma figura popular e bem conhecida em Ovar, pois engraxava calçado no Largo Família Soares Pinto, na zona envolvente ao chafariz Neptuno.
Na manhã desse Domingo, ainda cedo, quando eu saía da Capela do Instituto Jesus Maria José, na Rua Coronel Galhardo, onde ajudava à Missa ao saudoso capelão privativo, Padre Coelho, alguém que passava à porta contou-me que tinha aparecido um cadáver debaixo da ponte da Senhora da Graça e que se suspeitava de crime.
De imediato fui ao local e, nessa altura, eram poucas as pessoas que se encontravam na zona envolvente à referida ponte. Desci as escadas que a vítima também tinha descido na véspera, para se encontrar com o criminoso que a tinha convidado a ir buscar um embrulho à margem do rio, e que, quando ela lá chegou, já tinha saltado pelo lado norte-poente, aí tendo consumado o crime. Vi, então, o corpo da Ana Rosa, que jazia no leito do rio, debaixo do arco do lado das referidas escadas.
Só mais tarde é que as forças da GNR, comandadas pelo Cabo Santos, começaram a recolha de elementos com vista à descoberta do assassino. Claro que a água do rio e as lamas da areia não permitiam que as pessoas se aproximassem do corpo. Foi o que aconteceu comigo.
Na manhã desse Domingo, e já quando em Ovar não se falava de outra coisa, o António Godinho compareceu a engraxar, na praça e chegou a afirmar: – “Quem fez aquilo à rapariga merecia que lhe fizessem o mesmo!” Isto a escassos metros do Posto da GNR, que ficava no edifício da Câmara Municipal de Ovar, junto à Farmácia Lamy”.
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Francelina Gomes Pereira junto ao mausoléu de Ana Rosa, sua colega e amiga, a quem acompanhava aos Domingos, à missa das 6 horas e com quem, muitas vezes, depois do pequeno-almoço, ia lavar roupa ao rio Cáster, precisamente no local do assassínio |
Por se tratar de uma menina, fácil é compreender a reacção das outras crianças, particularmente das que, naquela manhã, demandavam a missa das 9 horas e a catequese paroquial, e que foram tomadas de pânico ao confrontarem-se com o que acontecera à colega.
Uma dessas crianças ainda hoje se lembra da grande multidão que se aglomerava sobre a ponte, assistindo à retirada do corpo pelos bombeiros.
Outra, Adelaide Alçada, garante que entre os curiosos postados no gradeamento sobre o rio se encontrava o próprio criminoso, “alto e ainda novo”, comentando:
– “Coitadinha! Coitadinha!”
E não esquece os cabelos soltos da vítima.
Manuel Mendonça conta que nessa manhã, pelas 10 horas, indo com uma delegação do seu Agrupamento de Escuteiros entregar uma queixa por um roubo acontecido, durante a noite, no acantonamento de fim-de-semana realizado no lugar do Brejo
(14), encontrou os elementos da GNR absorvidos pelo caso da Ana Rosa.
Maria Rodrigues Ramos dos Santos (n. 06/06/1925) acrescenta que nessa mesma manhã houve um casamento na Igreja.
Investigações e funeral
O semanário
Notícias de Ovar deu a notícia do acontecimento em 27/01/1955, de acordo com os dados que aqui deixámos na edição anterior, acrescentando algumas particularidades descobertas através das diligências policiais, e sublinhando a excepcional participação do povo vareiro no funeral, realizado no dia 25.
Eis o texto completo:
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Relato da morte de Ana Rosa
no "Notícias de Ovar" de 27 de Janeiro de 1955 |
Por certo, a saída do funeral da Travessa da Rua Castilho, no Poço de Baixo, da casa de Generosa Pinho (a Generosa Coveira, do Cachimbó, irmã de Lucinda de Pinho, a madrasta de Ana Rosa), foi uma forma de evidenciar a formação católica da menina em relação aos seus patrões, que eram evangélicos.
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Pátio da casa de Generosa de Pinho, no bairro do Poço de Baixo, donde saiu o funeral da Ana Rosa |
Conta João Gomes Vaz (n. 05/09/1935) que, pelas 5 horas da tarde de 25 de Janeiro, chegando de comboio, de Matosinhos, onde a família tinha negócio de peixe, e querendo ver o funeral, que já tinha chegado ao cemitério, entrou pelo portão pequeno, do lado sul, encontrando ali uma imensa multidão que pouco antes enchera as ruas de Ovar patenteando em seus rostos um sentimento de pena e de revolta.
É voz corrente que o assassino assistiu à passagem do enterro do lado de dentro da janela poente do Posto da GNR (actual posto de Turismo), escoltado por guardas
(15).
Segundo Aníbal Gomes, e como era habitual nessa época, alguns dias após o crime, apareceram em Ovar, na zona da Praça, pessoas de fora que cantavam quadras apaixonantes alusivas ao crime e à investigação do mesmo, o que comovia a população vareira.
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Notas:
(1) Ele foi baptizado no Bunheiro, sendo filho de António Lopes da Silva (natural da Torreira) e de Rosalina Francisca de Jesus (de Perafita, Matosinhos). Do casal nasceu outra filha, de nome Maria dos Prazeres, a viver em França.
(2) A Lucinda era filha de João Augusto Gomes Calixto, natural de Avanca, e de Domingas de Pinho, da Marinha, Ovar. Uma irmã, Generosa de Pinho, residiu no Poço de Baixo, Ovar, tendo filhos a residir em Ovar e em Lisboa. (Foi da casa desta tia, paredes meias com a casa do assassino, que viria a sair o funeral de Ana Rosa).
João Gomes Vaz (n. 05/09/1935), residente no Poço de Baixo, diz que a família da menina era “gente pobre mas muito boa, e que a Ana Rosa era educada e modesta.
(3) Estas informações foram colhidas, em Novembro de 2004, nas Quintas do Norte, junto de uma vizinha e contemporânea, Maria do Céu Pinto, que acrescentou ser do conhecimento público que Ana Rosa teria sido vítima de assédio por parte de um idoso do lugar.
(4) O casal, dos lados da Murtosa, vivia numa casa de Laurinda Correia Meladas, casada com Francisco de Oliveira Meladas, emigrante no Brasil e Estados Unidos.
Dado que o casal tinha aderido a um grupo evangélico, dizia-se acerca da menina, que continuou a ser católica: “– Está a servir em casa do protestante”.
O Luís era irmão de Albino (pai de Aurora), de Silvério Leite (casado com Maria José – Zezinha) e de Eduardo (da Aurora “dos tremoços”).
(5) Além do José, que esteve depois no Canadá e que reside actualmente nas Quintas do Norte, a Lucinda Pinho teve outro filho, Francisco.
(6) Dessa opinião é Áureo Neves, que se lembra do ambiente que se vivia nessa família, especialmente na loja que a Sr.ª Maria explorava na Rua Cândido dos Reis (onde a Ovarense tinha a sede que se incendiou).
(7) Filha de José Pereira Sona e de Margarida Gomes, hoje a residir na Rua dos Fragateiros, Ponte Reada, S. João de Ovar.
(8) Que o assassino já a cortejava prova-o o facto de na mala de Ana Rosa ser, posteriormente, encontrada uma carta sua. (Informação de Joaquim da Silva Godinho, meio-irmão de António Joaquim Godinho, o assassino).
(9) José Ribeiro Gama, já falecido, que casou em Estarreja, onde possuiu um talho e onde residiu e ficou sepultado.
(10) Os médicos legistas terão concluído que terá sido violentada depois de morta.
(11) Para além de mal-humorada, a Sr.ª Maria abusava, por vezes, do vinho (informação da amiga Francelina Pereira).
(12) Por lapso, a data da morte saiu errada (21 e 23) no último número do “João Semana”. Foi feita a correcção no blogue.
(13) Relevando a imprecisão da idade e do nome de Ana Rosa, que tinha, de facto, 11 anos e meio, as demais informações da notícia estão de acordo com o que aqui se escreveu há 15 dias, acrescentando um dado importante: a deslocação do cadáver, para efeito de autópsia, para a Capela da Santa Casa da Misericórdia, então gestora do Hospital de Ovar.
(14) O roubo, que incluiu mantimentos e panelas, aconteceu depois da chegada do Mendonça, pela meia-noite, ao acampamento, quando dormiam todos. (Uma grave falha aos princípios de um escuteiro que, deve estar sempre alerta!)
(15) Informação de Maria Rodrigues Ramos dos Santos (n. 06/06/1925).
(Continuará)
Artigos publicados no quinzenário ovarense
JOÃO SEMANA (15 de Janeiro e 1 de Fevereiro de 2005)
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