[9] Lei de D. Manuel I, de 598.
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de março de 2019)
Aron Hakodesh de São Vicente de Pereira
Mais do que história, o respeito (II)
Jornal JOÃO SEMANA (01/04/2019)
TEXTO: Manuel Pires Bastos
Às voltas
com o Ekhal
À
comunicação expedida de Ovar na madrugada de 5 de junho de 2012, via internet,
pelo jornalista Fernando Pinto, sobre o Ekhal de São Vicente de Pereira,
respondeu o rabino de Lisboa Eliezer Shai com uma sentença pronta e radical,
mas não tão negativa como parece, atendendo ao espanto que lhe terá causado a
referida informação:
"No
judaísmo ou seja nas sinagogas, não há altares, a única coisa que poderia
ser, vendo que está pegado a uma parede, seria um Ekhal, o armário onde se
guardam os rolos da Torá, mas dado o tamanho não pode ser tal coisa. Portanto,
em resumo, não é um vestígio judaico"[1].
A posterior
inserção do texto "Culto judaico em S. Vicente de Pereira?" na
internet, no sítio "Artigos do jornal João Semana", foi suficiente
para, pouco depois, recebermos do mesmo rabino a opinião de que provavelmente
se tratava de um Ekhal.
À Câmara,
na pessoa de António França, caberia iniciar o processo de reconhecimento
oficial e de classificação científica deste pentacentenário Aron Akodesh
(Ekhal).
Início do
processo
Associações
judaicas em Portugal entenderam por bem incluir a notícia do achado no
programa do 2.º Ciclo de Cultura Judaica realizado em Tomar e em Belmonte, em
19 e 20 de setembro de 2012, tendo o técnico da câmara apresentado algumas
fotos do Ekhal e do edifício e estruturas envolventes.
Entretanto,
para a certificação e classificação deste património, a Câmara fez convites a
peritos em arqueologia e história para visitarem e se debruçarem sobre a estrutura
da habitação, com o quintal e a atafona, entre os quais Gabriel Rocha Pereira,
Mestre em arqueologia, e Elvira Mea, docente universitária.
O referido
texto[2], publicado no sítio "Artigos do
jornal João Semana" abriu uma inesperada clareira no horizonte do
património judaico português.
Jorge
Martins, autor da obra "Portugal e os Judeus", afirmou em 2 de
outubro de 2012:
"Parabéns.
Fizeram um ótimo trabalho. Essa casa (esse conjunto) tem um valor inestimável
para os estudos do criptojudaísmo. É imperioso recuperá-lo, dignificá-lo e
dá-lo a conhecer. Inclusivamente contactar com a Rede de Judiarias (se a
Câmara assim o entender)"[3].
De José
Levy Domingos, da Comunidade Judaica de Belmonte, a quem também pedíramos
opinião sobre o assunto, recebemos a 20 de novembro de 2012, após o seu regresso
do Brasil, esta agradável e pedagógica missiva:
‘Caro padre
Manuel Pires Shalom Uvracha!!
(…) Depois
de analisar pelas fotos, esperando em breve visitar no local este EKHAL (em
sefardita, os Askenazim dizem ARON-AH-KODESH) que significa "palácio",
numa alusão ao templo de Salomão, e depois de meus conhecimentos nesta área
por tradição familiar judaica minha e pelos sinais que encontro, NÃO TENHO
DÚVIDAS DE QUE SE TRATA DE UM HEKHAL.
É
importante dizer que este tipo de armários onde era depositado o rolo da Torah
existia também em casas de famílias e aqui muitas vezes era o local das
"Torinhas" que tantas vezes saiam em procissão, sobretudo em ocasiões
festivas.
É
importante referir que estes armários teriam uma função de culto familiar,
aliás o judaísmo é sobretudo uma religião familiar na sua essência. Foi isso
que preservou as nossas famílias resistentes e descendentes dos judeus da Inquisição
e de outras “inquisições” quantas vezes políticas, sociais e económicas.
O Ekhal
habitualmente divide-se em duas partes, a superior, onde era colocado o Rolo
ou o Livro da Lei, ladeado ou não pela vela. Ao lado poderia existir uma mísula
como acontece nos casos de Freixo de Espada à Cinta ou Castelo de Vide. Na
parte inferior seriam colocados os elementos litúrgicos judaicos.
A cruz que
encima o armário nada mais é do que a expressiva demonstração de uma
cristianização forçada naturalmente’.
Também
Jorge Patrão, Secretário Geral das Judiarias de Portugal, nos felicitou, em 4
de novembro de 2012, por "esta fantástica descoberta".
A ação da
Câmara
A primeira
das personalidades convidadas pela Câmara Municipal a deslocar-se ao local foi
a investigadora da Universidade do Porto Elvira Mea, que esteve em São Vicente
de Pereira em 26 de outubro, tendo o "João Semana" registado esta
visita em 1 de novembro seguinte, com o texto "Confirmação do culto
judaico em S. Vicente de Pereira[4] com registos fotográficos, e em vídeo, do jornalista
Fernando Pinto.
A
investigadora voltaria ao local em 16/11 acompanhada pelo rabino Daniel Litvak,
do Porto, que afirmou, numa atitude discreta, a importância do Ekhal.
Elvira Mea
aconselhou um aprofundado estudo arqueológico e a pesquisa das fontes
documentais das propriedades e seus donos, e em 20/11 enviou-nos cópia do seu
"Parecer sobre o Ekhal do lugar de S. Geraldo, na freguesia de São Vicente
de Pereira, Ovar".
Em 9 de
novembro, o arqueólogo Gabriel Rocha Pereira entregou também à Câmara o seu
"Informe Técnico-científico".
Falecida no
verão de 2013 a proprietária, D. Matilde Trigo, perguntava o jornal "João
Semana" em 1/10 desse ano: "Altar judaico em S. Vicente de Pereira –
Por que se espera?", pedindo a classificação oficial deste Ekhal, único na
nossa região, citando Jorge Martins, atrás referido, e lembrando que os atuais
proprietários estão sensíveis ao desejo de preservar este original espólio, de
acordo com as normas que vigoram nesta matéria, esperando que "sejam
iniciadas as diligências indispensáveis para o levantamento arqueológico
recomendado em 26/10/2012, por Elvira Mea".
 |
| Casa afidalgada, no Porto da Igreja, S. Vicente
de Pereira, adquirida a uma rica família de origem judaica pelo vicentino Elias
Correia de Azevedo (dos Calrotes), casado com uma judia alemã, cuja família foi
vítima dos nazis |
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mais fundo
Em
01/01/2014, o "João Semana" publica um texto do Dr. Guilherme
Godgel de Oliveira Santos sobre este tema, em que o nosso distinto colaborador,
com ligações familiares a S. Vicente de Pereira, afirma ser "um pouco
enigmático, porque não há tradição nem notícia de famílias de judeus ou de
cristãos-novos que houvessem vivido em S. Vicente. Além disso, esta região não
é das que mais atraíram os seguidores da Tora"[5].
Em 28 de
agosto de 2014, a Câmara Municipal de Ovar pedia à D.C. Centro parecer
favorável sobre a eventual classificação, e em reunião camarária de 18/12/2014
foi deliberado abrir processo de classificação não só do conjunto que integra o
Aron Hakodesh ou Ekhal[6] e o espaço restante
(contendo a atafona).
Em 23/02/2015,
na visita de Isabel Policarpo Gertrudes Branco, técnica na área do Património,
foi feita uma primeira inventariação dos elementos do edificado a classificar
como de interesse municipal ou público. Participaram nesta visita os elementos
da comissão técnica apresentada pela Câmara, a saber: Ana Paula Reis, chefe da
Divisão da Cultura, Raquel Elvas técnica da Divisão da Cultura, e António
França, Técnico Superior, acompanhados pelo P.e Manuel Pires Bastos, pároco de
Ovar e licenciado em História, e por Gabriel Pereira, Mestre em Arqueologia.
Desta
visita foi publicada a seguinte notícia no "João Semana":
"O
edifício de propriedade particular, é modesto, mas rico em história. Desabitado
há mais de um século[7], degrada-se a olhos vistos, com
telhados abatidos. A mesma sala de culto, considerada um exemplar excecional do
criptojudaísmo, merece – exige – uma rápida intervenção"[8].
A proposta de
classificação do Haron como de Interesse Público é aceite em 5 de maio de 2015[9], enquanto a do restante
espaço foi arquivada[10].
Notas:
[1] Internet, 05/06/12 (12h52).
[2] "João Semana", 15/06/2012.
[3] http://portugal e os judeus. blogspot.pt
[4] Ver http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com/2012/06/culto-judaico-em-s-vicente-de-pereira.html.
[5] Pesquisas por nós avançadas nos livros de assentos
paroquiais de S. Vicente, mostram-nos haver essas ligações desde finais do
século XVI, com topónimos de caráter bíblico.
[6] Ofício de 09/01/2015.
[7] É possível que a partir do século XVII o culto judaico
fosse ali diminuindo, por as novas gerações judaicas se terem integrado na
vida católica da freguesia.
[8] "João Semana", 01/04/2015.
[9] Edital 383/2015.
[10] Despacho do Diretor Geral da DCDC, de 12/10/2016.
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de abril de 2019)
https://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com/2019/03/aron-hakodesh-de-sao-vicente-de-pereira.html
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Aron Hakodesh de São Vicente de Pereira
Mais do que história, o respeito (III)
Jornal JOÃO SEMANA (15/11/2019)
TEXTO: Manuel Pires Bastos
Como temos escrito, coube-nos em sorte descobrir, ainda no século passado (a imagem que fotografámos e que aqui reproduzimos é de 1993), o Ekhal Aron Hakodesh que agora enche de expectativa todos os que prezam o património ovarense. Até porque – e não somos só nós que estamos convictos disso –, se não fora a nossa obstinada persistência perante a reação incrédula de muitos amigos, e, desde 2012, a sua difusão na internet, no sítio Artigos do jornal João Semana, editado pelo jornalista Fernando Pinto, este tesouro com mais de cinco séculos já estaria, por certo, destruído e para sempre silenciado.
Ekhal de S. Vicente de Pereira na História
Após a resposta sugerida, em 5 de
junho de 2012, pela cruz que encima o Ekhal e que é tida como sinal de
conversão (autêntica ou simulada) dos judeus à fé cristã, havia que celebrar e
anunciar essa notícia, o que se fez no jornal "João Semana" de 15 de
junho de 2012, e, ainda antes de entrar na tipografia, comunicando-a ao Dr.
António França, dos Serviços Culturais da Câmara de Ovar, que a revelou a
Susana Miranda, do Museu Judaico de Belmonte, por e-mail (16h49 de 12/06) assim
redigido: "Na sequência do contacto encetado nesta tarde com V.ª Ex.cia, remete-se
imagens e breve estudo realizado pelo P.e Manuel Pires Bastos relativo a uma
estrutura identificada numa ruina sita no lugar de S. Geraldo, freguesia de S.
Vicente de Pereira, concelho de Ovar. Solicitamos a vossa colaboração na
validação da informação reunida até à data"[1].
Entretanto, os Serviços Culturais
camarários promoveram a vinda a S. Vicente de Pereira de peritos em judaísmo,
quer religiosos, quer académicos, e estiveram presentes, através dos Drs.
Vítor Ferreira e António França, no 2.º Ciclo de Cultura Judaica em Tomar e
Belmonte (19 e 20 de setembro de 2012), abrindo as portas da imprensa, até aí
alheada do assunto.
O parecer dos peritos e da Técnica
Superior Mestre Isabel Policarpo (03/03/2015)[2], assinalando
as características originais do Aron em questão, e reconhecendo a sua
genuinidade e importância para o estudo do criptojudaísmo contribuiu para que
o Aron viesse a ser registado como Património de Interesse Público, resolução
tomada pelo Diretor Geral da Cultura, Nuno Vassallo e Silva, aprovada em
Conselho de Ministros (Dec.-Lei n.º 30, 2015) e promulgada pelo Presidente da
República em 27/02/2016, entrando em vigor em 1 de março seguinte, enquanto o
espaço rústico, com casa do século XV, o pátio, a atafona e uma habitação do
século XIX/XX[3], foram considerados de Interesse Municipal).
O Ekhal na Internet e na Imprensa
Logo que os pesquisadores de temas
judaicos se deram conta do texto “Culto judaico em S. Vicente de Pereira?”, na
internet, no sítio http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com, o nome de S.
Vicente de Pereira – é este o verdadeiro nome da freguesia[4] –
passou a correr mundo e a oferecer novas pistas para o estudo do
criptojudaísmo português.
Pedro Mendes consultou este sítio
em 13 de novembro de 2012, e ali encontrou elementos que integrou no seu
trabalho académico “Os Hekhalot: Vestígios arqueológicos de um criptojudaísmo
singular”[5], onde refere, a páginas 257-258: “Geograficamente
encontrámos 12 peças na zona raiana, e duas, a da Rua de São Miguel (Porto) e a
de S. Vicente de Pereira (Ovar)"[6],
no litoral. E citando António Marques e Lídia Fernandes em “Vestígios hebraicos
na cidade da Guarda – Sobre um Aron Hakodesh[7],
Pedro Mendes fala do isolamento de S. Vicente de Pereira, “embora vizinho da
judiaria de Aveiro e da sua “acessibilidade garantida em situação de fuga
necessária”.
Segundo Pedro Mendes, a diferente
dinâmica dos contextos socioculturais, atingiu um hibridismo morfológico,
funcional e ritual que "justificaria exemplares como os da Malhada Sôrda
ou S. Vicente de Pereira numa segunda fase". E constata que os vãos do
Ekhal de S. Vicente são em arco tudor, da segunda metade do século XVI, e, tal
como aconteceu em outros lugares, este conjunto teria duas utilizações:
primeiro um armário litúrgico de família judia e, mais tarde, deixado o culto
judaico, uma cantareira de cozinha, e, acrescentamos nós em face do que se
depreende da foto original, um oratório e uma lareira[8].
Em 5 de outubro de 2016 a agência
noticiosa LUSA publicou no seu sítio o texto "Ovar adquire património
judaico centenário para o recuperar para promoção turística",
acrescentando: "Em Ovar já se sabia da existência destas construções [a
atafona e o Ekhal] há muito tempo, mas nunca houve a coragem de avançar com um
projeto que permitisse a sua recuperação e divulgação ao público, declarou hoje
à Lusa o presidente da autarquia, Salvador Malheiro".
Num ensaio inédito de Moisés
Espírito Santo sobre "Marranismo judaico" ‒ Parte I, publicado na
Revista de Letras, Artes e Ideias "Caliban" de 07/05/2017[9],
é publicada uma das fotos (MPB) do nosso texto de 15/06/2012, com a respetiva
legenda. E na Internet (HJDCVS - Parte II, PDF), o texto "O Fascínio do Gótico. Um tributo a José Custódio Vieira da Silva" refere "as
hipoteticamente características criptojudaicas dos Hekhalotes de Castelo de
Vide e da Guarda", apresentando a seguinte opinião sobre o Ekhal vicentino":
"Igualmente problemático é o suposto Ekhal encontrado numa estrutura rústica
arruinada em S. Vicente de Pereira, Ovar, que apresenta os dois vãos sobrepostos,
ladeados por dois nichos mais pequenos situados ao nível da divisória
horizontal, contando ainda com o que foi interpretado como um orifício para
uma mezuzah". (Este pormenor fora assinalado no "João Semana"
de 15/06/2012).
Aquisição do prédio
Em 1 de outubro de 2018 escrevíamos
no “João Semana": “Os anos rolaram, deixando algum desgaste no conjunto
edificado, constituído por uma antiga casa térrea, de lavoura, supostamente
quinhentista, de que restam uma sala com um Ekhal (…), uma cozinha destelhada
(…), uma atafona (na foto). com casa de moinho”.
A aquisição do prédio (18/12/2018),
por 125 mil euros, chamou finalmente a atenção da comunicação social para o imóvel,
informando ser propósito do Presidente da Câmara, Salvador Malheiro, “a sua
recuperação, e incluir Ovar na Rota da Judiaria, contribuindo também, por esta
via, para o desenvolvimento turístico e económico do concelho, atendendo ao
valor patrimonial, cultural e histórico deste local”[10].
A escritura de compra foi assinada em 20/10/2019.
Entretanto, enquanto se aguardava o reconhecimento oficial do espaço do Património Público Cultural (D. R. 20/09/2017) e o início da prospeção arqueológica e das complexas obras de reconstrução, o telhado continuou em desgaste progressivo, causando danos na própria zona do Ekhal, que viria a ser protegida por um telheiro, encontrando-se, desde então, vedada a visitantes.
Em 3
de março de 2019, o sítio "Ovarnews", ao noticiar o fecho das
festas do padroeiro de São Vicente (22 e 23 de janeiro), referiu que o
presidente da Assembleia da União de Freguesias de Ovar, S. João, Arada e S.
Vicente de Pereira, Prof. José Fragateiro, prestou homenagem “à população por
ter na freguesia este património, à Câmara Municipal por o ter adquirido e
estar a recuperar, e ao Padre Bastos, que o descobriu e partilhou”, enquanto o
presidente, Bruno Oliveira, fez votos para que "os projetos de
reabilitação e posterior integração na Rota Judaica em Portugal possam
tornar-se em breve uma realidade".
Notas
[1] Esta informação justifica a correção da "Nota Histórico-Artística" sobre o Aron Hakodesh de Ovar inserida desde 2016 no sítio oficial da Direção Geral do Património Cultural" (DGPC), onde, entre outras imprecisões – a casa de sobrado é do século XIX –, se afirma: "Foi em 2012 que os técnicos da Câmara Municipal de Ovar, em conjunto com o Padre Manuel Pires Bastos, localizaram um armário de formato singular no interior de uma casa em ruína, edificada no século XVI". A verdade é que o autor deste texto encontrou essas ruínas em finais do século passado. (A foto, em cima, é de 1993).
[2] “João Semana”, 01/04/2015.
[3] Ali viveram familiares do P.e Juiz Dr. Martins, que residia no mesmo lugar do Rexio de Cássemes, mas na casa do outro lado da estrada.
[4] S. Vicente de Pereira é o verdadeiro nome da freguesia, topónimo que, contra a lógica, a história, a geografia e a toponímia, anda acrescido de Jusã (= de baixo), acrescento que pertence a outro lugar de Pereira, da freguesia de Válega, lugar esse que até 1852 foi vila e sede do concelho de Pereira Jusã, pouco abaixo (a jusante) de S. Vicente de Pereira. Note-se que, no tempo de D. Dinis e D. Afonso III, S. Vicente de Pereira aparece também como de Pereira Susã (= de cima). Ver no sítio do "João Semana" o artigo "S. Vicente de Pereira, sim, S. Vicente de Pereira Jusã não".
[5] Hekhalot é o plural de Ekhal.
[6] Portugal, Nona série, vol. 39, Porto, DCTP – FLUP 2018, pp 253-278.
[7] Ed. Afrontamento, 2004.
[8] Portugalia, Nova Série, vol. 39, Porto, (DCTP-FLUP 2018, págs. 253-278.
[9] https://revistacaliban.net/marranismo-judaico-parte-i-74e73b0d1513.
[10] "João Semana", 01/10/2018.
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (15 de novembro de 2019)
https://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com/2019/03/aron-hakodesh-de-sao-vicente-de-pereira.html