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Imagem do Imaculado Coração de Maria (de Ovar)
executada em 1946 pela Casa França
FOTO: Fernando Pinto |
TEXTO: Manuel Pires Bastos
Em 1946 foi colocada na Igreja Matriz de Ovar uma
nova imagem, sob a denominação de Imaculado Coração de Maria, em substituição
de outra mais antiga que passou a estar ao culto na Capela do Furadouro.
A nova imagem, ligada às revelações de Nossa Senhora
em Fátima foi sinalizada pelo jornal “João Semana” em 25/07/1946 como sendo a
primeira que se esculpiu com esse título em Portugal (e, obviamente, no
mundo), o que constitui uma honra para Ovar.
Só que, por razões que nos escapam, estas
particularidades têm sido, desde então, silenciadas pelos historiadores de
Fátima.
Este texto, em complemento de outros que vimos
publicando desde 2005, é mais um desafio à transparência e à transmissão lógica
dos factos.
1 - As razões deste trabalho
Em 1 de julho de 2005, num texto intitulado “Ovar no culto de
Fátima” publicado no quinzenário ovarense “João Semana”, demos a notícia de
termos encontrado naquele jornal e no Arquivo Paroquial de Ovar documentação
comprovativa de que a imagem do Imaculado Coração de Maria que desde 1946 se
encontra ao culto na Igreja Matriz da cidade vareira é “a primeira que em
Portugal se esculturou segundo as indicações da vidente de Fátima”[1].
Por sugestão do Município local, o mesmo tema foi desenvolvido
em 2006 na revista concelhia “Dunas & Perspectivas”[2], agora sob o
título “O culto de Fátima no concelho de Ovar”, onde à informação
referida acrescentámos alguns pormenores sobre a aquisição daquela imagem
quando da comemoração do Tricentenário da Padroeira de Portugal, e sobre a sua
entrada solene em Ovar em 12 de julho de 1946, com a presença do Bispo do Porto
D. Agostinho de Jesus e Sousa que, por provisão de 8 do mês anterior [na carta, ao lado],
autorizara substituir a antiga imagem do Sagrado Coração de Maria[3] por
outra que concentra “as duas devoções na mesma imagem: Senhora de Fátima e
Imaculado Coração de Maria”[4].
Tanto quanto nos apercebemos, foi nula a reação a estas informações
por parte das instituições ligadas à temática desta obra de arte sacra a quem
fizemos chegar o texto.
Ressalvamos duas exceções: Monsenhor João Gonçalves Gaspar, no seu livro “Macieira de Alcoba – Ermida e Imagem de Nossa Senhora de Fátima” (2006), e o Doutor Marco Daniel Duarte, na sua tese de doutoramento, que prestaram atenção aos dados por nós fornecidos em 2005 e 2006, sem que, no entanto, tivéssemos conhecimento de achegas adicionais provindas de outras fontes.
Ressalvamos duas exceções: Monsenhor João Gonçalves Gaspar, no seu livro “Macieira de Alcoba – Ermida e Imagem de Nossa Senhora de Fátima” (2006), e o Doutor Marco Daniel Duarte, na sua tese de doutoramento, que prestaram atenção aos dados por nós fornecidos em 2005 e 2006, sem que, no entanto, tivéssemos conhecimento de achegas adicionais provindas de outras fontes.
Só em 2013, alguns anos depois de o referido texto de 2005 ter
sido editado na Internet, no sítio “Artigos do jornal João Semana”, é que nos
chegaram alguns comentários, vindos de pessoas ligadas às famílias Fânzeres
(de Braga), Thedim (da Maia) e França (do Porto), que davam e pediam
informações sobre esta questão, para nós tão apaixonante como inexplorada.
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| Igreja Matriz de Ovar (década de 40) |
Para maior estranheza, quando, em janeiro último, compulsámos a
obra “Um caminho sob o olhar de Maria – Biografia da Irmã Maria Lúcia de
Jesus e do Coração Imaculado”[5], não encontrámos ali qualquer
alusão à histórica imagem, que o “João Semana” de 25/07/1946 assevera ter sido
esculturada segundo as indicações de Lúcia.
Porque o assunto ainda não levedou, e porque se nos depararam mais algumas achegas, vamos partilhar a nossa investigação para que seja possível que a “luz ilumine todos os que estão em casa”.
Porque o assunto ainda não levedou, e porque se nos depararam mais algumas achegas, vamos partilhar a nossa investigação para que seja possível que a “luz ilumine todos os que estão em casa”.
2 - O começo da história
A partir da publicação do 3.º volume das “Memórias de Lúcia” (1941),
em que a vidente expõe a mensagem relacionada com a consagração do mundo ao
Imaculado Coração de Maria, as Irmãs do Sagrado Coração de Maria desejaram ter
nos seus colégios uma imagem alusiva à aparição, como incentivo à devoção dos
primeiros sábados.
Pedida a colaboração das Irmãs Doroteias, estas, através de contactos
com Lúcia, então a viver em Espanha, dispuseram-se a recolher os dados
necessários para satisfazer o objetivo em causa. Feito um esboço figurativo da
aparição (na foto), foi este aprovado pelo Cardeal Patriarca e pelo Bispo de
Leiria, e logo enviado à vidente, que em 1943 deu o seguinte parecer, escrito
pelo próprio punho, e com emendas assinaladas por traços e uma cruz.
“A mão direita mais à altura do ombro como que refletindo, ao
mesmo tempo, para os assistentes. Do lado esquerdo, o manto caindo menos para
diante. O coração com os espinhos à volta. Nem o coração, nem as mãos, nem a
imagem tinha raios, era luz, reflexo”.
Depois de um encontro da primeira Diretora do Colégio do Sagrado Coração de Maria, Madre Chantal,
com José Ferreira Thedim (1891-1971), em Lisboa, para o acerto dos pormenores
referentes à imagem a esculpir, tudo levava a crer que a obra se concretizaria
pelas mãos hábeis daquele artista.
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| Sagrado Coração de Maria, calcando a serpente, atributo distintivo da Imaculada Conceição (Colégio do Instituto do Sagrado Coração de Maria, Lisboa) |
3 - Primeira fase de imagens
Algo de imprevisível terá forçado Thedim a abandonar aquele projeto.
Terá sido o compromisso de esculpir uma nova imagem de Nossa Senhora de Fátima
– a Virgem Peregrina –, cujo esboço em fotografia Lúcia tinha aprovado
em 1943, e que, após o regresso da vidente a Portugal, em 15 de maio de 1946,
depressa foi concretizado (1947)? Ou terá sido o facto de as Irmãs Cordimarianas,
face à demora do escultor, terem optado por outro tipo de modelo de escultura? [Imagem ao lado]
Tais contratempos mereceram do antigo Reitor do Santuário de
Fátima, Monsenhor Antunes Borges, em 1959, o seguinte comentário: “Longa
foi a expectativa, não chegando sequer a aparecer aquela primeira imagem que
devia servir de modelo para todas as outras”[6].
Entretanto, à Casa França passa a caber o protagonismo de executar
essa imagem, a mesma que em 12 de julho de 1946 deu entrada em Ovar, bem como
outras da mesma fase (com “o braço à altura do ombro”), entre as quais a da
Igreja de Nossa Senhora da Conceição (1946), em pedra, que reproduz o modelo da
de Ovar, e a da Igreja dos Clérigos (1948), ambas no Porto[7].
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| Marca de Maias Irmãos, na imagem do Imaculado Coração de Maria da Igreja dos Clérigos do Porto (1948) |
4 - Segunda fase de imagens
Em
1947 é apresentada a Lúcia, no Colégio do Sardão (V. N. Gaia), uma recente
maqueta (na foto, ao lado), executada pelo escultor Padre Mc Glynn,
correspondendo a uma segunda fase iconográfica do Imaculado Coração de Maria,
que se demarca da primeira fase sobretudo pela posição das mãos, mais próximas
da cintura, iconografia esta que será assumida por José Ferreira Thedim em duas
imagens (1948 e 1949, particularmente na segunda, a mais preciosa, do Carmelo
de Coimbra) e pela generalidade dos escultores seguintes.
No
livro “Um caminho sob o olhar de Maria”, a pág. 352 lê-se: “Há
muito que a Irmã Lúcia desejava que se fizesse uma imagem representando Nossa
Senhora na posição tomada quando mostrou o Seu coração Imaculado. Tinha feito
diligências e deu indicações, por duas vezes vestiu uma menina representando
esta aparição, para ser fotografada e servir de modelo, mas nunca acontecia
(…)”.
Referem-se
os autores neste texto à primeira fase iconográfica, na época em que Lúcia e as
Irmãs Doroteias, correspondendo ao apelo das Irmãs do Sagrado Coração de
Maria, procuravam, em colaboração com José Thedim, delinear a imagem do
Imaculado Coração, que o próprio escultor deveria reproduzir, mas que viria a
ser esculturada por Albano França, proprietário da Casa França, do Porto.
Extrato
do jornal “João Semana”,
de Ovar, de 25/07/1946
(Continua...)
(Continua...)
Notas
[1]
“João Semana”,
25/07/1946
[2]
“Dunas &
Perspectivas”, n.º VI, novembro de 2006, págs. 89 a 106)
[3]
A partir daí a
imagem ficou ao culto na Igreja do Furadouro
[4]
“Como se pede”
do Bispo do Porto de 08/06/1946
[5]
“Um caminho sob
o olhar de Maria – Biografia da Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração
Imaculado”, edições Carmelo, 2013
[6]
Borges,
Monsenhor Antunes, “Como surgiu a primeira imagem do Imaculado Coração de
Maria”, em “Fátima 50”, ano II, n.º 23, de 13/03/1969, pág. 10-16.
[7]
Marco Daniel
Duarte refere que José Thedim foi colaborador de Albano França, adquirindo
parte dos utensílios de trabalho da Casa França
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de maio de 2014)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2014/05/ovar-possui-primeira-imagem-do.html
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Ovar possui a primeira imagem do Imaculado Coração de Maria
(Continuação)
Aprovada superiormente, em
21/12/1943, uma fotomontagem elaborada pelo Reitor do Santuário de Fátima
Amílcar Martins Fontes, e corrigida a mesma por Lúcia, logo em 1946 surgiram,
titubeantes, as primeiras versões da imagem do Imaculado Coração de Maria, de
que se destacam:
A maqueta do Imaculado Coração de
Maria (na foto) executada pelo escultor americano Padre Thomas McGlynn (1906-1977), e
benzida pelo Papa em Roma em Março de 1947, após alguns acertos sugeridos pela
vidente (ver J. S. 1/5/2014), marca uma 2.ª fase em relação à imagem de Ovar,
apresentando as mãos espalmadas, frente à cintura.
Porque a imagem (na foto) não
lhe agradou plenamente, veio uma segunda, que foi benzida em 25 de março de
1949, 1.º aniversário da sua Profissão Solene.
Quanto à simbologia da mão direita
nestas duas imagens de Thedim, a Irmã Maria da Paz de Cristo, que conviveu com
a Irmã Lúcia durante oito anos em Coimbra, e hoje vive no Carmelo de Braga, refere
que a vidente afirmava que na mão um pouco elevada da primeira (foto),
via uma atitude “impositiva”, enquanto na segunda, de Coimbra (ao lado) ela descobria um
gesto de acolhimento. Que teria imaginado Lúcia, em 1943, ao propor “a mão mais à
altura do ombro”, tal como a recriaria, em 1946, a Casa França? Talvez um gesto
de bênção e carinho de uma mãe que convida os seus filhos a cumprirem a mensagem de Fátima.
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2014/05/ovar-possui-primeira-imagem-do.html
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Ovar possui a primeira imagem do Imaculado Coração de Maria
(Continuação)
6 – Primeiras tentativas de
representação (1.ª fase)
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| Pintura a óleo executada pela Irmã Henriquieta Malheiro Vilas Boas (1946) |
a) O quadro a óleo da colega de
Lúcia Irmã Henriqueta Malheiro Vilas Boas, doroteia (1876-1971), apresentado
como “a verdadeira imagem da aparição do Imaculado Coração de Maria que a
vidente de Fátima conservava profundamente gravada na sua viva e colorida imaginação”[1].
b) “A imagem do Imaculado Coração
de Maria, executada no Porto, na Casa França [2], entronizada na Igreja Matriz de Ovar em 12 de julho de
1946, e que o jornal “João Semana” identificava como “a nova imagem do
Imaculado Coração de Maria, a primeira que em Portugal se esculturou, segundo
as indicações da vidente de Fátima, e que foi oferecida por uma família devota
desta vila”[3].
Um pormenor desta imagem de Ovar –
“a mão direita mais ou menos à altura do ombro” – indicado por Lúcia em 1943,
passa a identificar a primeira fase de esculturação deste modelo, repetido em
imagens similares da Casa França (Igreja de N.ª Sr.ª da Conceição, Porto,
1946)[4],
de Maias Irmãos (Igreja dos Clérigos, Porto 1948) e de outros artistas.
7 – Outros modelos iconográficos
Como escrevemos, e por razões que
não apurámos completamente, as Irmãs do Sagrado Coração de Maria, que na busca
de um modelo de imagem do Imaculado Coração de Maria muito colaboraram com as
Religiosas Doroteias (incluindo Lúcia), e com o escultor José Thedim, acabaram
por procurar outros artistas, que satisfizeram o seu pedido, mas seguindo
modelos iconográficos diferenciados. Assim, enquanto no Colégio de Lisboa o
Imaculado Coração de Maria é representado pela Virgem com um coração no peito e
uma serpente sob os seus pés (tal como nas imagens de Nossa Senhora da
Conceição), no do Porto quem pontifica é uma Senhora do Rosário, já que o Colégio
tem esta titular como patrona.
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| O Padre McGlynn junto da imagem do Imaculado Coração de Maria |
Intrigante é o facto de McGlynn,
que apresentara, em 1947, a maquete inovadora, tenha seguido, dez anos depois,
o modelo da primeira, ao esculpir, entre 1956/58, em Roma, em mármore de
Pietrasanta, a gigantesca estátua da fachada do Santuário de Fátima (4,73 m e
13 toneladas), inaugurada em 13/05/1959.
9 – As imagens de José Ferreira
Thedim (2.ª fase)
Livre de compromissos com as
Religiosas do Coração de Maria, José Ferreira Thedim pôde idealizar e executar
duas novas criações de estatuária fatimita: a Imagem Peregrina de Nossa
Senhora de Fátima, e o antigo projeto assumido com Madre Chantal em 1944-45,
mas agora estribado no modelo da maqueta do P.e McGlynn, apadrinhada por Lúcia
em 1947 quando religiosa doroteia em V.N. de Gaia.
A entrada da Irmã Lúcia no Carmelo
de Coimbra em 25/3/1948 impulsionou o escultor a levar a cabo a missão adiada.
Escreve Lúcia nesse mesmo ano: “O Thedim espera dar-me a imagem do Coração
Imaculado de Maria para a festa do dia 8 de dezembro” [5].
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| A primeira imagem do Imaculado Coração de Maria executado por José Ferreira Thedim (1948) |
A propósito, lê-se na obra “Um
caminho sob o olhar de Maria:
“Uma primeira imagem não foi
aprovada pela Irmã Lúcia, por ter a mão direita demasiado erguida. Perante as
apreciações da vidente, o escultor José Ferreira Thedim ofereceu essa, que se
encontra no Carmelo do Bom Jesus de Braga, e realizou uma nova escultura.
Agora, sim, tinha a posição das mãos que a Lúcia interpretava como o gesto
maternal que levanta o filho caído: com a mão esquerda o filho que caiu, e com
a mão direita ampara-o e abençoa-o. Este filho é cada um de nós, explicava...
Na Profissão Solene foi uma fotografia desta imagem que serviu para o
recordatório” [6].
Achamos que “a mão demasiado
erguida” aqui atribuída à primeira destas imagens (a de 1948, hoje em Braga),
tê-la-ão relacionado os autores da obra com as imagens da 1.ª fase, como a de
1946 (de Ovar) [7].
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| Irmã Lúcia acolhendo-se sob a mão direita da imagem do Carmelo de Coimbra, de José Ferreira Thedim, esculpida em 1949 |
10 - Conclusão
Na sua tese de doutoramento, Marco
Daniel Duarte afirma, acerca da imagem de Coimbra, benzida em 1949: “Trata-se,
efetivamente, da primeira imagem escultórica do Imaculado Coração de Maria,
pelo menos a que tradicionalmente se aceita como tal” [8]. Mas reconhece o autor
que, não obstante, deve atender-se às investigações por nós publicadas no
jornal “João Semana” de 01/07/2005 e na revista “Dunas” de 2006, onde se
afirma, “em argumentação plausível”, que “a primeira imagem do Imaculado
Coração de Maria está em Ovar”, sugerindo que o gesto da imagem de 1946 – e,
acrescentamos nós, de muitas outras posteriores (inclusive na de McGlynn
(1956-1958), seja “enquadrado num estudo mais desenvolvido que vise esclarecer
essa genealogia final das primeiras representações do Imaculado Coração de
Maria a partir da Mensagem de Fátima”.
A “genealogia” parece-nos simples
e de boa cepa: nasceu da informação da própria Lúcia ao corrigir a
fotomontagem de dois esboços que lhe apresentaram em 1942 e em 1943: “A mão
direita à altura do ombro, como que refletindo, ao mesmo tempo, para os
assistentes”. Ao recuperar esta posição da mão direita, depois de ter
experimentado uma nova postura (a da 2.ª fase, que Thedim assumiria com a total
aprovação de Lúcia), não terá o Padre McGlynn pretendido nobilitar essa
“genealogia”, bem expressa na “primeira imagem que em Portugal se esculpiu
segundo as indicações da vidente de Fátima”?
Notas
[1] Borges, Monsenhor Antunes, “Como surgiu a primeira imagem do
Imaculado Coração de Maria”, Fátima 50, Ano II, n.º 23, pág. 10 a 14.
[2] Albano da Silva França, escultor de prestígio, formado na
Escola de Belas Artes do Porto, com obras espalhadas por todo o país, inclusive
em Fátima. Era filho do santeiro José da Silva França, e irmão de Olívio da
Silva França (afilhado do santeiro José Fernandes Caldas, da freguesia de
Sequeira, Caldas, Guimarães, pintor da imagem de Ovar, e pai do escultor de
arte Sousa Caldas, segundo informações de D. Maria Paula França Macedo da Cunha
Mendes, neta do Olívio.
Sérgio de Oliveira e Sá, autor do
livro “Santeiros da Maia no último ciclo da escultura cristão em Portugal”, em
comentário que nos enviou pela internet, opina que França Esculp. se refere a
Albano França, e não a José Ferreira Thedim (Neto), como admitimos em textos
anteriores.
[3] “João Semana”, 25/07/1946 (Ver transcrição mais completa da
notícia em J. S. 01/05/2014).
[4] Imagem em pedra ançã, com algumas pombas (J. S. 01/05/2014).
[5] Ver Tese de Doutoramento de Marco Daniel Duarte "Fátima e a criação artística (1917-2007): o Santuário e a Iconográfica - a arte como cenário e como protagonista de uma específica mensagem".
[6] “Um caminho sob o olhar de Maria – Biografia da Irmã Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado”, Edições Carmelo, 2013.
[7] A relacionar rigorosamente a mão direita com a imagem de
1948, deveria tê-la descrito como “um pouco elevada”.
[8] Esta conclusão não corresponde, de facto, à realidade, já que
a primeira imagem, como se constata, é de 1946. A imagem de 1948 é,
simplesmente, a primeira de José Ferreira Thedim.
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de junho de 2014)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2014/05/ovar-possui-primeira-imagem-do.html
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de junho de 2014)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2014/05/ovar-possui-primeira-imagem-do.html
(Leia os comentários deixados no referido artigo)


































