TEXTO: José Castro
Quando em
1994 terminei a minha carreira de 40 anos no Banco Nacional Ultramarino fui imediatamente
“repescado” pelo meu amigo Dr. Pires Bastos para voltar a colaborar em
atividades paroquiais, as quais tinham sido interrompidas alguns anos antes por
motivos profissionais.
Contudo, a
minha colaboração na Paróquia remonta aos anos 60, quando fui convidado pelo
meu amigo João Costa para fazer parte de um C.P.M. (Centro de Preparação para o
Matrimónio), numa equipa “capitaneada” pelo particular amigo Dr. António José
da Silva e os casais: Dr. Tigre, Joaquim Monteiro, Norberto Andrade, Teixeira e
o organizador.
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| José Castro |
Criado o
Estatuto Paroquial, fui chamado por João Costa para colaborar com o Grupo de
Apoio Paroquial na criação das comissões de rua que efetuavam as respetivas
cobranças, casa a casa, no recolhimento e conferência dos valores entregues.
Nesta fase
da minha colaboração acabei por ficar responsável pela contabilidade da
Fábrica da Igreja, da qual dava conhecimento aos paroquianos através de um mapa
mensal que fazia questão de afixar no átrio da Igreja.
Estamos em
1974, ano em que acabei o meu mandato de Presidente da Junta de Ovar (com S.
João de Ovar) e que a minha carreira profissional me obrigava a residir em
Lisboa, dada a minha nomeação para o Quadro da Inspeção do Banco e, mais tarde,
como gerente e como coordenador, acabando como responsável pela área
operacional da Beira Alta, que incluía todas as agências da periferia da Serra
da Estrela.
No “João
Semana”
Foi por
junho de 1994 que, ao saborear um café, se deu o convite do Padre Manuel Pires
Bastos.
Senti-me
moralmente obrigado, dado que ia receber em mãos a “herança” que deixei ao meu
amigo Armindo Godinho de Almeida quando, em 1979, lhe transmiti as mesmas
funções.
Ainda vim a
tempo da gestão do Jardim Infantil Alvorada, sobre o qual, numa próxima
oportunidade voltarei a estas colunas.
Face às
funções que passei a desempenhar nos últimos 20 anos, o meu relacionamento com
o Sr. P.e Bastos era assíduo, dadas as várias frentes de atuação da Paróquia,
principalmente nas obras da Igreja e no Infantário, que implicavam reuniões
frequentes.
Foi nesta
fase que observei a sua grande dedicação ao jornal, ao qual dispensava uma
parte do dia, ora colhendo elementos, ora participando em reuniões ou eventos
das várias agremiações/instituições para que era convidado.
A chegada do
meu amigo Dr. Fernando Manuel Oliveira Pinto, atual Diretor-adjunto do “João
Semana”, foi uma importante ajuda ao Diretor, permitindo, ao mesmo tempo, dar
uma lufada de modernismo ao nosso quinzenário.
A minha
colaboração no “João Semana” limitava-se a pouca “escrita” e a “emprestar” a
minha assinatura na movimentação das contas bancárias, cujo cancelamento
solicitei em 2013, quando completei os meus 80 anos de idade, prometendo à
minha mulher dar por finda qualquer atividade social, até porque já tinha
solicitado ao meu amigo Dr. Oliveira Dias a minha substituição nos corpos
sociais da Santa Casa da Misericórdia de Ovar, que servi durante 10 anos.
Termino
desejando ao nosso jornal centenário e aos seus colaboradores muitos anos de
vida.
Parabéns,
“João Semana”.
Obrigado,
Padre Bastos.
Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de março de 2014)
https://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com/2018/11/jornal-joao-semana-em-festa-no-ano-do.html







