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22.8.12

Restauro da imagem de São Cristóvão - Ovar

Jornal JOÃO SEMANA (01/01/2007)
TEXTO: Raquel Elvas(*)

Imagem de S. Cristóvão (séculos XV/XVI),
muito deteriorada, de que será feita uma
réplica que passará a ocupar o nicho
da fachada, guardando-se a antiga
Há cerca de um ano, foi apeada da fachada da Igreja Matriz de Ovar a imagem de S. Cristóvão. 
Está, como então foi anunciado, em fase de restauro. Em terras de Ovar. E nas mãos de uma técnica vareira, Raquel Elvas, especialista na matéria, que nos forneceu uma informação actualizada sobre o seu trabalho. Ela aqui fica, para conhecimento de todos.

“Está a ser alvo de intervenção pelo Atelier de Conservação e Restauro do Núcleo Museológico de Arada, a escultura de S. Cristóvão da Igreja Matriz de Ovar.
Tratando-se de uma escultura em pedra de Ançã, calcário muito poroso, com baixa resistência mecânica e elevado coeficientes de absorção de água, desde logo possui elevada susceptilidade aos agentes de alteração.
Depois de um diagnóstico ao seu estado de conservação, concluiu-se que os principais agentes de alteração da escultura têm a sua origem na cristalização de sais minerais patentes no seu interior, provocando danos mecânicos que se manifestam através de lascagem, escamação, esfoliação, pulverização, etc., e que se traduzem por fortes transformações na aparência da superfície. Foram detectadas uma série de lacunas e várias lacunas de material pétreo, assim como inúmeros repintes e preenchimentos resultantes de intervenções anteriores.
A intervenção de conservação rege-se pelo princípio da intervenção mínima, limitando-se esta ao estritamente necessário, respeitando a obra no seu aspecto estético e histórico, bem como na sua matéria original. Os tratamentos realizados e a realizar pretendem eliminar ou estabilizar os fenómenos de deterioração que a vêm prejudicando.
A intervenção iniciou-se com uma limpeza mecânica da peça, para remoção de sujidades superficiais (poeiras, teias de aranha, dejectos de pombos, etc.); remoção mecânica (a bisturi) dos inúmeros repintes existentes, tentando tornar visível a maior área de policromia original; e uma limpeza química de algumas manchas de origem biológica existentes.
O tratamento em curso é a extracção de sais solúveis, através da aplicação de pachos de pasta de papel embebidos em água desionizada, em toda a superfície da escultura.
Quando este tratamento for concluído, irão ser preenchidas todas as fissuras, procedendo-se à consolidação da escultura, melhorando a sua resistência mecânica ao introduzir modificações na sua estrutura interna, dificultando também o acesso e migração interna da água e soluções salinas prejudiciais.
Segue-se a fixação da policromia que se encontrar em destacamento, e a aplicação de uma camada de protecção, caso se verifique que o produto usado na consolidação apresenta um grau de hidro-repelência satisfatório”. (*) Técnica de Conservação e Restauro
Imagem de S. Cristóvão na frontaria da Igreja Matriz de Ovar
FOTO TIRADA NOS ANOS 90, DA AUTORIA DE FERNANDO PINTO

Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 DE JANEIRO DE 2007)

21.4.08

Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (IV)

Jornal JOÃO SEMANA (01/03/1988)
TEXTO: Manuel Pires Bastos

Fazem parte do caderno de documentos a que nos vimos reportando, uns «Apontamentos para a Capella do Santíssimo Sacram.to da Igreja da Villa de Ovar», em 15 números ou artigos, assinados por Manoel Lourenço Afonso, certamente o mestre de obras encarregado da construção.
Vamos citar, resumidamente, esses artigos:
1.º – Terá a Capela 20 palmos de comprimento e 20 de largura, medidos por dentro, e «hum degrau no Arco como o da Capella do Paço e o arco do m.mo feitio como o do Paço».
2.º – Será toda lageada com pedras «d’Aguncide bem lavrada» de palmo e meio em quadro.
3.º – Terá 3 degraus de 5 polegadas de altura com seu brocel e palmo e meio de passo (= largura), e «todo o presvitério será lageado como a Capella».
4.º – Terá uma sapata em volta «a sacar fora das paredes…»
5.º – Sobre isto assentará a base do pedestal de cada pilastra. Entre cada pedestal com sua cornija levará cantaria, e «para mostrar-se o almofadado, este pedestal será da altura da banqueta do altar». 6.º – Sobre os pedestais assentarão as pilastras com sua base e capitel, e meias canas; e o capitel «irá receber o entablamento, arquitrava, friso e cornija».
7.º – Os alicerces terão 8 palmos de altura e 5 de grossura até à sapata, e 4 daí para cima. A parede onde se há-de formar o Arco «hade alinhar com a nova parede que se hade fazer para a Igreja», deixando de fora uns aguilhões desvastados de cantaria «para se introduzirem na nova parede», do lado poente. Na parte Nascente, será desmanchado o cunhal da Igreja próximo ao altar de N.ª S.ª do Rosário, «e ligada aquella parede com a da nova Capella».
8.º – No exterior levará uma sapata de cantaria que receberá uma faixa de 4 palmos de altura «reçaltiando nos cunhaes que deve levar a m.ma Capella» (…)
9.º – A empena será coberta de cantaria «como a da Capella Mor com huma crus em sima e duas piramidees sobre os cunhaes», e na mesma altura que a dos Passos.
10.º – Toda cantaria deve ser «das pedreiras d’Agoncida», sem o mínimo defeito, e as paredes de «bom gramaço de cal e area». O Inspector marcará o sítio do «almario para receber a Tribuna».
11.º – Trata do madeiramento do tecto e forro com «bons frichaes de carvalho ou castanho, barrotes de castanho»…
12.º – «No meio desta armação haverá um óculo redondo», e por cima da sua faicha terá hum brandeo de balaústres de castanho torniados e intalhados bem executados com o mimo que se faz no Porto».
13.º – Atrás daquele «brandeo haverá um apilastrado com 8 pilastras em circunferência e caixilhos com vidros entre as mesmas. A cúpula do óculo será «de bons barrotes e frechaes de castanho» e terá «um lanternim de bronze para a Alampeda» (…)
14.º – Os telhados serão «dobrados e bem amouriscados com as passadeiras percizas para a clarabóia» e a telha será da melhor.
15.º – Da cornija ao óculo será cambutada e forrada de castanho para receber os ornatos, ou fasqueada de pinho se for para receber estuque.
Segundo um documento deste processo, custou 38 mil reis a colocação dos vidros e redes de arame nas frestas da Capela do SS.mo e o arranjo da «Casa do relógio» (soalho, tapamento do Sul e do Nascente, duas portas novas, uma «coberta em sima do relógio em razão da agoa, a verter para os lados», e um tapamento por onde descem os pesos).
Acompanha estes documentos, anteriores a 1834, um desenho muito pormenorizado do altar do Santíssimo Sacramento, só divergente do definitivo por ter uma cúpula e um pelicano sobre o Sacrário, peças que foram tiradas para a colocação das actuais imagens.
Num documento de 31-8-1836, o Secretário da Câmara, Salvador José da Silva Lima faz entrega dos «livros, autos e chave do cofre pertencentes à Igreja Matriz desta Villa» ao Comissário de Paróquia, Francisco de Oliveira Baptista.
Ali se citam:

«Hum L.º de Entradas dos pagamentos do Real no Cofre, e contas tomadas ao mesmo», com 40 folhas escritas;
«Hum dito de sahidas dos pagamentos do mesmo Cofre, e contas», com 42 folhas escritas;
«Huns autos de Vistoria, e Rematação da obra da Capella do Santíssimo Sacramento da Villa d’Ovar, e mais obras competentes à Igreja da mesma Villa», com 147 folhas escritas e mais 17 em apenso; um recibo do rematante António José da Silva e «sete riscos incluídos no apenso pertencentes às mesmas obras da Igreja»;
«Ditos de Rematação do Real aplicado para as obras, com 103 folhas escritas;
«Ditos do Cofre do Real da Igreja como Autor, com a ré Luísa Maria, viúva de António Ferreira, da Praça d’Ovar», e um apenso com um documento de partilhas do Capitão Inácio Pereira da Silva Guimarães.
CAPELA DO SANTÍSSIMO, LADO DIREITO DA IGREJA MATRIZ DE OVAR










O altar do Santíssimo Sacramento foi privilegiado pelo Papa Clemente XIII em 24-7-1760, a pedido do Vigário João Bernardino Leite de Sousa. («Memórias e Datas» pág. 159).
Ali se guardou o Santíssimo durante alguns períodos.
Já no século passado o Sacrário passara a Capela-mor.
O portão de ferro, com desenho de Manuel António da Fonseca, da Vila da Feira (2$400 reis), foi executado por Joaquim Manuel de Freitas, de Montinho
(Vila da Feira), custando 96$000

Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 DE MARÇO DE 1988) 
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_5880.html

Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (III)

Jornal JOÃO SEMANA (15/02/1988)
TEXTO: Manuel Pires Bastos

Do caderno de documentos relativos à construção da Igreja de Ovar consta o respectivo «caderno de encargos», denominado «Apontamentos para a Igreija da Villa de Ovar», sem data, mas anterior a 1834.
Nestes «Apontamentos» é referido o «Risco» de 1804 (cf. «João Semana» de 15/1/1988), com a indicação de que poderia ser alterado por intervenção do Inspector.
É natural que fosse este Inspector a solicitar a nova versão de projecto, nunca anterior a 1833 ou 1834.
Nestes «Apontamentos para a Igreija da Villa de Ovar», especificam-se os trabalhos a realizar na nova Matriz por pedreiros, carpinteiros e trolhas, ali se encontrando alguns dados de muito interesse, como, por exemplo:
– A altura será de 58 palmos, «desde a sapata até à cimalha rial»;
– as torres não terão os «balaústres que o risco mostra, e terão as janelas, ou frestas que o Inspector determinar». (A referência aos balaústres mostra que nesta altura só havia a planta de 1804);
– os alicerces do frontispício e ilhargas das torres terão 12 palmos de profundidade e 8 de largo «até à sapata», e a parede terá a grossura de 7 palmos;
– em lugar de 1 janela «que mostra o risco», levará duas, com a altura e a largura das da Capela-Mor, tendo entre ambas um nicho da mesma altura e «com a elegância necessária, e cúpula de conxa como o Inspector determinar»;
– terá 2 portas travessas «da altura e largura como as que tem, ou como lhe destinar o Inspector»;
terá «quatro frestas por banda, das padieiras direitas», como as da Capela-Mor;
as paredes terão, em cima, «a competente cimalha como a da Capela do Santíssimo Sacramento»;
– «as paredes das arcadas e empena do Arco Cruzeiro serão elevadas…»;
– as paredes interiores levarão, «no prume de cada columna huma linha de ferro da groçura e feitio das que tem…»;
estas linhas de ferro sairão fora das paredes exteriores… (À margem, há a seguinte anotação: «Falta»).
Uma das torres terá escada de caracol e um vão para o relógio;
Outra terá, em baixo, o Baptistério;
A Igreja será tapada com madeira pelo sítio dos Arcos, com porta debaixo do coro, «de sorte que fica vedado athe durar a obra»;
o arrematante poderá usar a pedra e materiais que são da Igreja antiga.
«a porta principal será a mesma e quando não possa servir o Inspector determinará como hade ser»;
«a armação da Igreja será toda infreixaelada, em freixaes de serne de carvalho…»;
a telha que faltar será da melhor…;
Em advertência: «os altares laterais tornar-se-ão a por na maneira em que estão qu.do algum delles se desmanche».

Desenho do interior da Igreja de Ovar, do Arquitecto Luís Inácio de Barros Lima, por certo feito em 1804, quando do 1.º «Risco» do frontispício, de sua autoria. A arquitectura aqui apresentada deverá corresponder, pelo menos aproximadamente, à arquitectura do templo anterior, do século XVII, em cujos alicerces assentou o actual, que acabou por ser mais levantado

Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (15 DE FEVEREIRO DE 1988) 

http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_21.html


LEIA TAMBÉM OS SEGUINTES TEXTOS:
- Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (IV)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_5880.html

14.4.08

Uma achega de tomo para a história da Igreja Matriz (II)

Jornal JOÃO SEMANA (01/02/1988)
TEXTO: Manuel Pires Bastos

Elevação da Fachada para a nova Igreja
de São Cristóvão d’Ovar
Da actual Igreja Matriz de Ovar conhecem-se dois projectos anteriores ao definitivo.Do primeiro, de 1804, se escreveu no número anterior. Hoje apresentamos o segundo, pouco posterior a 1830, que a gravura anexa reproduz.
A segunda versão do projecto – «Elevação da Fachada para a nova Igreja de São Cristóvão d’Ovar» –, apesar de muito mais recente (a letra de água gravada no papel indica 1830, pelo que deve ter sido feita no início dessa década), é, certamente, do mesmo autor do antecedente (Luís Inácio de Barros Lima). Pelo menos seguiu as mesmas ideias arquitectónicas, que desenvolveu com a criação de mais janelas e a adaptação dos ornatos do portal e do nicho para a imagem do Padroeiro (do século XV e que, portanto, deveria vir já dos templos anteriores). Atente-se na nova proposta das cúpulas das torres, proposta que virá a ser aproveitada na versão definitiva.
Dado que o projecto final, pouco posterior a este, sofreu novos e importantes acrescentos, dando ao templo a imponência e a harmonia que hoje se lhe reconhece, é lógico concluir que para isso terão surgido razões de grande peso.
Qual o verdadeiro autor da alteração? O próprio arquitecto, ou seus continuadores, por razões estéticas? O brio dos vareiros responsáveis, não satisfeitos ainda com a pouca imponência da nova Matriz? O Governo, logo que entrou na liça, ao ser oficializada a comparticipação do real da água? Não o sabemos.

Estudo da cúpula para a Matriz de Ovar
Como não sabemos se foi o frontispício que aumentou para acompanhar o aumento da Igreja, ou se, pelo contrário, o corpo da Igreja foi elevado para corresponder a um projecto mais ambicioso.
Podemos admitir que a decisão da mudança do frontispício esteja ligada com a decisão de altear o templo antigo, de que se quiseram aproveitar os alicerces e materiais (cf. P.e Manuel Lírio, obra cit., pág. 15). E isto tanto pode ter acontecido por 1933/34, antes de se iniciar a construção do corpo da Igreja, como durante a feitura do mesmo. (Segundo o P.e Lírio, em 1934/35 as obras avançavam normalmente com o alteamento das paredes e das colunas).Com o contrato das torres e do coro só foi feito em 1836, tudo leva a crer que as «graves desinteligências entre os contratantes» surgidas de imediato (Padre M. Lírio, obra cit.) estão relacionadas com esse aumento.As principais novidades do traçado definitivo em relação com o anterior residem na inserção de janelas nas torres e no acrescentamento de um grande espaço central entre os relógios e a zona sineira.
No próximo número referir-nos-emos em particular à documentação escrita sobre esta matéria, apresentando o desenho do interior da Igreja tal como o previa o 2.º projecto e, de certo, muito mais próximo da traça primitiva.

Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 DE FEVEREIRO DE 1988) 
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_14.html


LEIA TAMBÉM OS SEGUINTES TEXTOS:
- Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (III)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_21.html

- Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (IV)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_5880.html

10.4.08

Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (I)

Jornal JOÃO SEMANA (15/01/1988)
TEXTO: Manuel Pires Bastos

Acerca da actual Igreja Matriz de Ovar debruçaram-se, em pormenor, os historiadores locais Dr. João Frederico Teixeira de Pinho («Memórias e Datas para a História de Ovar», Ovar, 1959, edição póstuma), e Padre Manuel Lírio («Monumentos e Instituições Religiosas – Subsídios para a História de Ovar», Porto, 1926), havendo, para os aspectos artísticos e arquitectónicos, um precioso trabalho do Padre António Nogueira Gonçalves («Inventário Artístico de Portugal», vol. X, Distrito de Aveiro – Zona do Norte, Lisboa, 1981).Destas fontes se infere que o corpo principal da actual Igreja é uma reconstrução do templo anterior, que, por sua vez, sucedera a um outro ainda mais antigo, que vinha do século XVI, quando da mudança da sede da Paróquia.

Igreja Matriz de Ovar (anos 90)
[Foto Fernando Pinto]
A reconstrução de 1834 (data gravada na frontaria da Igreja) fez-se a partir dos alicerces do templo antecedente, então em ruínas.
Deixando de parte as minudências históricas que sempre explicam e acompanham projectos desta envergadura, e que podem encontrar-se quer nos autores referidos, quer em outros trabalhos posteriormente publicados, vamos hoje trazer à luz alguns elementos inéditos relacionados com a génese da última reconstrução, e que constituem uma achega muito interessante não só para a história da nossa Matriz como para o estudo do património cultural vareiro.
Estes elementos, que se encontram no Arquivo Municipal de Ovar, e que nos foram facultados pelo sr. Arquitecto Faria Pires, constam de um processo que contém:- Dois desenhos de alçados para a frontaria da Igreja, um deles datado de 1804 e o outro sem data (posterior a 1824, ano gravado a letras de água na folha de papel em que o trabalho foi executado);
- Dois desenhos relacionados com a base e a cúpula da torre;
- Um croqui colorido com um pormenor do interior da Igreja de então, notando-se as colunas muito mais baixas do que as actuais;
- Um desenho a lápis com medidas do interior da Igreja;
- «Apontamentos para a Igreija da Villa de Ovar», em 12 folhas, em que são especificados os trabalhos de pedreiro (7:869$665 reis), carpinteiro (2: 250$000), e trolha (550$000).
Estudo para a fachada da Igreja Matriz de Ovar
- Documento de 27/5/1833, em que o mestre António José da Silva, declara ter recebido o «risco do frontespício da Igreija d’Ovar» para mandar copiar e servir-me da sua cópia de governo para a obra».
- «Relaçam dos livros, Autos e Chave do cofre pertencente à Igreja Matriz desta Villa, de que faço entrega ao Snr. Commissario da Parochia Fran.co d’Oliv.a Bap.ta». (Tem a data de 31.8.1836, e é assinada pelo Secretário da Câmara, Salvador José da Silva Lima).
- «Apontamentos para a Capela do Santissimo Sacram.to da Igreja da Villa de Ovar», com 10 folhas e um pormenorizado desenho da talha do respectivo altar (o mesmo da actualidade, do lado direito da Igreja, embora sem as imagens ligadas ao culto do Sagrado Coração de Jesus).

Apresentamos, em gravura, os referidos estudos para a fachada da Matriz, os quais, embora pouco audaciosos, contêm, gradativamente, os elementos caracterizadores da solução definitiva (mais consentânea com a projecção que já tinha, há um século e meio, a então Vila de Ovar, mas só possível graças à colaboração do Governo da época, que para a sua fábrica aplicou o imposto do real da água).
Atente-se na simplicidade do projecto de 1804, do Arquitecto Luís Inácio de Barros Lima, do Porto, com uma única janela ao centro e uma torre de linhas orientais.


Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (15 DE JANEIRO DE 1988)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da.html


LEIA TAMBÉM OS SEGUINTES TEXTOS:
- Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (II)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_14.html

- Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (III)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_21.html

- Uma achega de tomo para a história da Matriz de Ovar (IV)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2008/04/uma-achega-de-tomo-para-histria-da_5880.html