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20.4.13

Salinas da Villa Dagarei (Válega)

Planta militar - Ovar em 1809
Jornal JOÃO SEMANA (01/12/1995)
TEXTO: Armando de Almeida Fernandes 

Na história local ficaram referências precisas sobre a existência e localização, em Ovar, de várias marinhas de sal, situadas ao longo das margens e até no interior da nossa Ria. (Lembramos que toda a faixa litoral entre a laguna e o mar, pelo menos, até São Jacinto, era considerada território vareiro).
A revista "REIS", da JOC-LOC de Ovar, publicou, em 1985, um trabalho alusivo ao assunto ("Sal: Também são lágrimas de Ovar", da autoria do Chefe de Redacção deste Jornal). (CLIQUE no link, a azul)
Hoje, o "João Semana", pela pena brilhante do nosso colaborador Dr. Armando de Almeida Fernandes, faz uma incursão mais aprofundada pelas salinas do Cabedelo, "na villa de Dagarei", em Válega, que foram, há mais de mil anos, objecto de uma compra e venda.

Relatório sobre o Documento n.º 35
de «Diplomata et Chartae» (ano de 929)

1 - O Documento (traduzido do latim o mais literalmente possível).

"Cristo. Em nome de Deus, eu Toresário presbítero, juntamente com meus "irmãos e irmãs", a vós Viliulfo abade, e também aos vossos "irmãos": "Apraz-nos que, por boa paz e vontade, vos vendamos, a vós, sobreditos, tal como vendemos, as nossas salinas próprias, que possuímos na «villa» Dagarei; e essas salinas estão situadas no lugar sobredito onde dizem Cabedelo, junto à corte de salinas de Aires, da parte do esteiro de Fontela. Vendemos a vós metade dessa corte por inteiro, com seus "muros" e mar ou seus "vasos": tudo vos vendemos; e da parte do "monte", vendemos a vós, aí, seus muros "pedrinhas" e o seu "casar", com seu acesso e suas fontes, e, da parte do mar, seus "cepais" e terreno para fazer salinas. Vendemos a vós tudo o que assim consta acima, por inteiro, de tudo vós a meia e nós a meia; e recebemos de vós, por preço, seis soldos "galicanos", como a nós apraz, e desse preço nada fica (por pagar), para que, desde hoje em dia, essas salinas, ou tudo o que assim acima consta, seja retirado da nossa posse e domínio para os vossos, e o hajais em pacífico direito, e o reivindiqueis para sempre, vós e toda a vossa descendência. Se alguém, em seu são juízo  o que não cremos minimamente se faça   vier contra esta carta, para a desrespeitar, e nós a não reclamarmos para a vossa parte, paguemos a vós em dobro essas salinas e quanto por vós tiverem sido melhoradas, e a vós (garantamos) perene direito. Foi escrito no dia dois das calendas de Setembro (31 Agosto) da era 967 (ano 929).
Toresário presbítero, juntamente com meus "irmãos" e "irmãs", roboramos por nossas mãos. Sargentina confirmo. David (que), sou, por testemunha.
Toresário presbítero, Ermegildo abade, confirmantes. Ermegildo diácono, testemunha. Pepe, Aires, Vilifredo, Soniarico, Teudo, Sisnando presbítero (testemunhas?).
Aires Dagaredes, confirmante por minha mão, Beloi, Froilo e Donadilde, testemunhas. Ermemiro, testemunha. Astrualdo, confirmante. Damiano, presbítero, testemunha. Ranemiro, Daniel presbítero, testemunhas. Virlemundo, confirmante. Adaulfo converso, confirmante. Benedito presbítero, testemunhas. Ortrefredo presbítero (notário?)".



2- Objecto da venda

Trata-se de salinas na "villa Dagarei", grande parte (esta "villa") da actual freguesia de Válega. Essas salinas situavam-se no sítio do Cabedelo, para a parte do esteiro da Fontela. O documento, depois de dizer "salinas", define-as como "corte", o que significava, sempre, quer uma parte quer, ainda melhor  e é o caso   um conjunto delas: certamente bem determinado (pela situação acima expressa), pelo que se diz que se trata de metade da "corte" (cuja outra metade ficava na posse do vendedor, ou não era por ele vendida). A venda, todavia, distingue, no objeto da venda, ainda um prédio (pelo menos) que nada tem com as salinas, situado, como era, mais para o interior (sentido da expressão "de parte monte", expressamente contraposta "de parte maris", no litoral).
Na "parte do mar" ou para as "salinas", são referidos notáveis acidentes: "muros", "vasos", "cepais", e "terrenos" destinados a fazer salinas. Os "muros" devem ser os das salinas, limitantes dos "vasos", que só podem ser o interior deles, a preencher de água salgada para a extracção do verdadeiro ouro branco que, então, era o sal, o boom económico  da época. Os "cepais" é óbvio que nada podem, aí, ter com as cepas da videira: suponho que se trata de terrenos especiais (entre os "terrenos" expressos), nos quais havia vegetação de porte (própria dos terrenos aquosos, ou húmidos), e daí o nome "cepal". Compare-se com o topónimo minhoto Cepa Poçã, que combina a "cepa" com a água (de poça, ou simplesmente estagnada), e isto leva-me a crer que o termo "sapal", de hoje, proveio de "cepal", quando os sons ç e s (surdo) se confundiram. Daí a ideia de "sapo" (o batráquio) errónea; e, até, "assapar" (com "sapa" regressivo, ou deverbal) no sentido de desmoronar (muros e terrenos, sobretudo por efeito das águas). A confusão referida deve ter começado no séc. XVI. Para melhor ou mais prova de que a venda não é só de salinas, isto é, prova de contraposição  que até a escusava  do "mar" ao "monte" (o litoral ou orla, e o interior) é que, neste, além de muros de pedra ("pedrinhas"), havia também um "casar", palavra arcaica sinónimo de "casal" (predial): a este estavam, ou estariam, pois, adstritas as salinas vendidas; e daí figurar tudo como um todo.


O que logo resulta é o que já a geografia e, sobretudo, a geologia podem demonstrar: a "ria" (aliás falsa: é um haff-delta) não existia ainda. O mar ou água "marinha" livre (daí "marinha" a designar também uma salina, entre outras acepções) chegava à localidade (Cabedelo, Fontela, etc.), em Válega: mas a "ria" estava já a formar-se, como resulta da formação de um "cabedelo" (qual na foz de outros rios notáveis), antecedente ao cordão litoral que hoje limita, do lado do mar, aquele notável acidente geográfico. Era o resultado da acumulação de detritos líticos, arrastados pelo mar e pelas águas fluviais (do Vouga e outros cursos de água, embora menores, como em Válega); e não podemos dar às salinas, em Válega, uma importância de maior, visto que o haff-delta estava já em formação, obstruindo a liberdade das águas marinhas ou salgadas; e o nosso documento é ele mesmo a referir terrenos onde poderiam estabelecer-se salinas, que, pois, ainda neles havia: "terreno pro salinas facere". Se mais chegou a haver, não deveriam ser, pois, muitas  ou pelo menos muito duradouras, e daí não por demais intensa e duradoura a exploração local do sal. Enfim, é bem verdade que, se há uma História "geográfica", também há (e aqui se revela) uma Geografia "histórica".

3-  Os vocábulos

Já referi o suficiente a respeito de "muros", "vasos" e "casar", e também de "cabedelo": mas interessa a etimologia deste nome, que é um diminutivo medieval, em -ello, se houve  como parece  "cabedo" (do lat. caput). De outro modo, "cabedello" teria provindo de um lat. capitellu - (mais de "capitia" "cabeça" que de caput, no mesmo sentido). De notar, em Geografia histórica, além do "cabedello), a existência de um "esteiro", onde ia desaguar o riacho que originou o topónimo Fontela: "stario (de) fontanella". Além do "cabedello" (terreno), havia-se formado, pela mesma causa sedimentar, o de certo modo seu oposto (águas), um "esteiro" < lat. aestuariu (> estuário"), a água de certo modo mesmo aprisionada pela sedimentação. Assim se realça mais a inexistência da "ria" há mil anos e o princípio (já talvez adiantado) da sua formação.
Também já ficou dito o suficiente a respeito de "cepales" (cepais, hoje sapais, como creio e julgo justificar): de "ceppo" < lat.  cippu –, tronco, como penso expliquei. Quanto a "muros petrineos", temos o adjectivo "pedrinho" (que a toponímia ainda conserva, às vezes já isolado), significativo de feito de pedra. Para os "solidos galliganos" < * gallecanos, não poderemos asseverar a Galiza, porque também poderia tratar-se da Gália (a França): como se trata de moeda, e se está, ainda, nos inícios do séc. X, será mais de crer em dinheiro da Galiza?
Dentro da morfologia e da fonética, são aqueles os principais casos anotar: o onomástico pessoal merece um parágrafo próprio. A terminologia do documento nada oferece de especial nem, bem assim, a sua redacção, ou sintaxe: é o que há de mais usual ou vulgar, então.

Na Carta Militar de 1848 estão registados os nomes de algumas das numerosas salinas medievais de Ovar:
a do Cabedelo, em Dagarei (Válega), já documentada em 929, as da Tijosa (Teiossa) e Espinhosela,
 citadas em 1404 como do Mosteiro de Moreira e abandonadas, e as de Carvalhosa e Marinha Nova,
que em 1540 pagavam dízimos ao Cabido da Sé do Porto e ao pároco de Válega

4- As pessoas

Igualmente nada se oferece de especial ou notável: eclesiásticos e leigos - entre estes, duas senhoras (Froilo e Donadíldi), sendo que era muito raro servirem mulheres de testemunhas, como estas serviram. Nas elucidações "fratres vel sorores", é que não sei se se trata de irmãos e irmãs carnais (família), se deles religiosos, tanto mais que são referidos a um "presbítero" (o vendedor) e a um "abade" (o comprador). Nenhum personagem importante, ou que tivesse deixado nome, ou renome.
Na origem, os antropónimos  ao todo, vinte e cinco  são quase todos germânicos, e seria fastidioso, para além de sobretudo inútil (afora ocupar muito espaço) versar, aqui, a sua etimologia. De notar, somente, que "Sargentina" (confirmante) deve estar por "Sargentinu", não só porque era raro o testemunho de mulheres, mas também porque é frequente a confusão de u com a, ou de a com u, em escrita visigótica. (Merece um reparo tal n. pessoal: ele nada tem com o n. comum "sargento", que nos veio de França, com serg , o bastante para afastar tal procedência, ou ideia: deve ser um n. pessoal de origem zoonímica, como vários da época, isto é, do lat.  sargu , o "sargo", peixe então, e hoje, de excelência, isto é, sargu- com o suf. entus, *sargentus, a que, pessoalmente, se aplicou o suf. -inus, diminutivo, *Sargentinus. Pelo peixe  não só sal , convém a Válega, e é caso único).

Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de dezembro de 1995)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2013/04/salinas-da-villa-dagarei-valega.html

ADENDA -----------------------------------------


Capela de S. Miguel de Válega
Capela de S. Miguel de Válega

Documentos do século XII e XIII aduzidos pelo Padre Miguel de Oliveira no Arquivo do Distrito de Aveiro (vol. III, 1937, pág. 130) falam não só da Igreja de S. Cristóvão (de Cabanões, 1147), mas de duas Capelas: S. Donato (do tempo dos suevos?) e S. Miguel. Comenta aquele autor: “As marinhas parecem estender-se desde perto da capela de S. Miguel para sul e poente até à Ria” (pág. 132).
Julgamos que esta Capela de S. Miguel que o Padre Miguel de Oliveira identifica como da Paróquia de S. Cristóvão (hoje de Ovar), será antes, a que fica na freguesia de Válega, no lugar do mesmo nome, mais próxima da Ria e das suas antigas marinhas de sal.

18.7.11

Alexandre Herculano – O Homem

Jornal JOÃO SEMANA (15/09/2010)
TEXTO: Orlando Caió


Alexandre Herculano (1810-1877)



Alexandre Herculano de Carvalho e Araújo, historiador, jornalista, poeta e romancista, nasceu em Lisboa no dia 28 de Março de 1810, no seio de uma família da classe média.
Aos 11 anos, Herculano foi estudar com os padres da Congregação do Oratório de S. Filipe de Néri, que lhe ensinaram latim, grego, francês e filosofia, mas que também o tornaram um cristão convicto e um profundo conhecedor da Bíblia. Tendo sido sempre um espírito religioso, não deixa de ser curioso que os principais detractores da sua obra historiográfica fossem homens da igreja, que não lhe perdoaram a audácia de secularizar as origens da nacionalidade, dispensando a alegada intervenção divina na batalha de Ourique.
Herculano, juntamente com Almeida Garrett, é considerado o introdutor do romantismo em Portugal. Os seus primeiros contactos com a literatura ocorreram em ambiente pré-romântico, nos salões da Marquesa de Alorna. Foi ele, pois, que introduziu no nosso País o romantismo histórico, tão característico do romantismo. A inspiração directa veio-lhe naturalmente do romancista inglês Walter Scott, e dessa figura maior da literatura francesa que foi Victor Hugo.
Os méritos do cidadão Alexandre Herculano, escritor e estudioso, eram reconhecidos quase unanimemente pelos seus contemporâneos, e por isso foi distinguido com as mais diversas honrarias. Aceitou algumas de natureza científica, mas as distinções honoríficas sempre as recusou, ao contrário de outros conhecidos intelectuais do seu tempo.

Casa de Alexandre Herculano em Vale de Lobos (Santarém)
(FOTO DO JORNALISTA FERNANDO PINTO)
Em 1866 viria a casar com D. Mariana Meira, namorada da juventude, e pouco tempo depois retirou-se para a sua quinta de Vale de Lobos, bem próximo de Santarém, onde permaneceu até ao fim da vida, ocupado com a produção de azeite de qualidade, e com os seus escritos políticos e literários. Viria a falecer a 13 de Setembro de 1877, em consequência de uma pneumonia, poucos dias depois de uma curta viagem a Lisboa.
Da sua vasta obra, podemos destacar “Eurico o Presbítero”, “O Bobo”, “Lendas e Narrativas”, “O Alcaide de Santarém”, “A Dama de Pé de Cabra” e “O Monge de Cister”.
Pena é que este grande vulto das letras e da nossa história Pátria, 200 anos volvidos após o seu nascimento, seja praticamente um desconhecido para a maioria dos estudantes portugueses.

Artigo publicado no quinzenário ovarense
JOÃO SEMANA (15 de Setembro de 2010)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.com (TEXTO N.º 132)

19.2.11

Armando de Almeida Fernandes – Consagração nacional do medievalista português

A. de Almeida Fernandes
Nasceu em Britiande (Lamego),
em 26 de novembro de 1917
e faleceu em Tarouca
em 20 de fevereiro de 2002
Jornal JOÃO SEMANA (01/11/2009)
TEXTO: Manuel Pires Bastos

D. Afonso Henriques, pesem embora os seus oitocentos e tantos anos de túmulo, veio a terreiro em desafronta de um português mal-amado que dedicou toda uma vida de cabouqueiro da nossa história à época medieval, período em que Portugal se foi impondo como país autónomo e independente. Referimo-nos ao Dr. Armando de Almeida Fernandes, o medievalista português que, contrariando opiniões feitas e difundidas, e questionando, até às últimas consequências, a documentação disponível em áreas por explorar, abriu clareiras insuspeitadas, encontrando respostas para as interrogações que ele próprio, como outros investigadores, desde há muito vinha formulando.

A. Almeida Fernandes
Foto: M. Pires Bastos
O jornal “João Semana” foi intérprete privilegiado desta sua permanente sofreguidão pelo rigor historiográfico, o que aos leitores vulgares poderá parecer subtileza ou mero formalismo, mas que para os peritos em História constitui a suprema razão das suas pesquisas. Quem não se lembra da polémica aqui travada por Almeida Fernandes com o conhecido historiador José Mattoso a propósito de certas posições arbitrárias por este defendidas em relação ao Castelo da Feira, em detrimento do Castelo de Faria (Barcelos)?
Nessa polémica aguerrida, alimentada ao longo de mais de um ano, Almeida Fernandes teve de usar alguma virulência verbal, já que a sua firmeza de convicções não teria sido bastante para quebrar a rigidez de algumas ideias defendidas pelo seu antagonista e que Fernandes provava não serem exactas.
Com Guimarães a luta foi diferente. Menos cara-a-cara, mas mais demolidora.
Convidado a tecer loas ao “berço” e ao "fundador” da Pátria, Almeida Fernandes aceitou o repto, consciente de que, no convívio com as fontes arquivísticas de que alimentava o seu saber, sinalizara algumas pistas de tesouros por desvendar.
Nesse regresso às fontes, deu como certo que o nosso primeiro Rei nasceu em Agosto de 1109, não em Guimarães, cidade que os vimaranenses e a generalidade dos portugueses tinham como seu berço natal, mas em Viseu, quando sua mãe, D. Teresa, ali se encontrava em trabalho de parto.


Esta proposição, publicada em 1990/91 na revista visiense "Beira Alta" e, posteriormente, em 1993, no livro “Viseu, Agosto de 1109 – Nasce D. Afonso Henriques”, obra de 246 páginas, foi recebida com reticências pela crítica, inclusivamente pelo Dr. Freitas do Amaral e pelo Dr. Hermano Saraiva.

Almeida Fernandes, na sua casa em Tarouca, acompanhado de Hermano Saraiva
A aceitação como fiável desta tese pelo Dr. José Mattoso deu origem à reedição dessa obra em 2007, sendo o seu trabalho reconhecido pela generalidade dos participantes no Congresso “Afonso Henriques – 900 anos depois" (2009), e motivou a marcação de um colóquio subordinado ao tema “Dr. Armando de Almeida Fernandes”. Este acontecimento, da iniciativa do Presidente da Academia Portuguesa de História, Dr. Manuel Mendonça, será realizado em Ranhados, Viseu, no próximo dia 20 de Novembro, em parceria com a Fundação Mariana Seixas, a mesma instituição que anualmente promove o Prémio A. de Almeida Fernandes, destinado ao melhor trabalho sobre a Idade Média em Portugal e cuja entrega está marcada para 21 de Novembro.
Considerado, por muitos dos congressistas, como “um dos maiores investigadores de todos os tempos em Portugal”, Almeida Fernandes, que sofreu a incompreensão e o esquecimento, vê agora, postumamente, consagrados os seus méritos a nível nacional.

Almeida Fernandes, num dos seus aniversários, participando numa Eucaristia
celebrada em sua casa pelo Padre Manuel Pires Bastos. A seu lado a sua esposa D. Elda
(à direita), sua filha Dr.ª Flávia e sua irmã D. Helena Amador, então residente em Ovar

O jornal “João Semana”, onde o ilustre historiador publicou importantes textos, um dos quais deu origem a um livro de 448 páginas – "Faria e não Feira (1127-1128)", publicado em 1991 pela Sociedade Martins Sarmento, de Guimarães –, sente-se também honrado pela consagração que lhe está a ser prestada a nível nacional.

Artigo publicado no quinzenário ovarense
JOÃO SEMANA (1 de Novembro de 2009)

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Fotos das Sessões Literárias
Apresentação, em Tarouca, da obra
Taraucae Monumenta Historica (1994)


O historiador Hermano Saraiva na apresentação da obra
"Taraucae Monumenta Historica", em Tarouca





Os participantes, após a sessão solene, em casa do Dr. Almeida Fernandes.
historiador Hermano Saraiva (è esquerda), em conversa com Almeida Fernandes

Apresentação, em Lamego, da obra História de Britiande

Em Lamego foi apresentada a obra "História de Britiande" 




Prémio
A. de Almeida Fernandes


Em 26 de Novembro, data do aniversário de nascimento do Dr. Almeida Fernandes (antigo colaborador do jornal "João Semana") foi entregue no Auditório da Câmara Municipal de Ponte de Lima o Prémio com o seu nome, que premeia um trabalho de investigação histórica sobre um tema da Idade Média. Este ano, o referido prémio, criado pelos Municípios de Lamego e Ponte de Lima, foi atribuído à obra "A Construção de Uma Identidade Urbana no Algarve Medieval", de Maria de Fátima Botão, publicada, em 2009, pela editora Caleidoscópio.



Almeida Fernandes na sua Casa de Santa Apolónia, Tarouca
Foto: Manuel Pires Bastos
O Júri presidido pelo Doutor Armando Luís de Carvalho Homem, da Universidade do Porto, apreciou 19 títulos a concurso, considerando este trabalho (tese apresentada com vista ao grau de Doutora), "uma obra ímpar acerca de Loulé na construção do Algarve e do nosso país no séc. XVI".



"Castro ou Crasto Rey de Tarouca"
Obra póstuma de A. de Almeida Fernandes

"(...) Castro Rey ou Crasto Rey existiu? Claro que sim. Tal, prova-se na documentação exibida e estudada. Outros estudos se poderão ainda fazer para melhor entendermos, a importância de toda esta região, quer no panorama regional e na reconquista, quer mesmo no panorama nacional que vai entre os anos de 888 até à invasão de Almansor e depois todo o movimento de consolidação do território que veio a tornar-se Portugal.
Bem haja A. de Almeida Fernandes, pelo trabalho, pela dedicação e pelo legado que nos deixaste. Sejamos nós merecedores do teu legado e aprendizes do teu empenho. Obrigado ainda por tudo o que nunca te disseram mas que os corações não esquecem e as almas comungam".
(A. Seixeira, na Nota Prévia a esta obra)

Capa da obra póstuma de A. de Almeida Fernandes,
 editada pela Santa Casa da Misericórdia de Tarouca,
depositária do espólio do consagrado historiador medievalista



O Prémio A. de Almeida de Fernandes, "História Medieval Portuguesa",
tem sido atribuído anualmente através dos municípios de Viseu, Lamego e Ponte de Lima.
A fotografia do historiador medievalista que tem servido para os cartazes
é da autoria do Diretor do jornal "João Semana" 

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Sítio da Biblioteca Nacional de Portugal