TEXTO: Orlando Caió
Como mera curiosidade, em 1962 um sinaleiro ganhava 20$00 por dia, em Janeiro de 1974 auferia 50$00, e, logo após o 25 de Abril de 1974, passou a auferir 110$00 diários.
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| José Pereira da Costa (Zé Peneireiro) (1915-1989) |
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| António Ramos da Costa (António Lisboa) (1914-1962) |
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| José Rodrigues Sereno (Zé da Geralda) (1932-1980) |
Com a vinda da Polícia de Segurança Pública para Ovar, no início da década de 1970, o tradicional sinaleiro acabou. Tal como a foto ilustra, era então costume colocar-se uma árvore de Natal junto à Casa de tecidos e retrosaria do António Folhas, árvore essa que permanecia desde o início do mês de Dezembro até meados de Janeiro do ano seguinte. Em redor da árvore de Natal, os sinaleiros iam colocando as ofertas que recebiam, nesse período, de empresas, casas comerciais e pessoas individuais, e que, normalmente, se traduziam em garrafas de vinho do Porto Rainha Santa, garrafas de Anis, Brandy Constantino, vinho espumante, Aguardente, Ponche e Brandy Macieira.
Assim era há cerca de 60 anos, o Natal do sinaleiro, uma tradição que o tempo levou. Artigo publicado no jornal JOÃO SEMANA (1 de janeiro de 2008)
http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2011/05/figuras-populares-os-sinaleiros.html




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