5.8.09

Admiráveis palmeiras em Cortegaça

TEXTO: Manuel Pires Bastos

Eis um caso espantoso – poderemos dizer único –, que não tem sido devidamente sublinhado pelos jornalistas e repórteres fotográficos. Falo das duas magníficas árvores que ladeiam a Igreja de Cortegaça.


Para além da harmonia e beleza do templo, quem não admirará a esbelteza das palmeiras gémeas que, quais “sentinelas vigilantes da casa do Senhor”, ali permanecem firmes e leais, enfrentando, desde há quase um século, as intempéries e o desgaste do tempo?
E a sua perfeita simetria, sem que na sua génese tenha havido, da parte do homem, outra qualquer interferência que não fosse escolhê-las – tão iguais, tenras e imprevisíveis… –, adquiri-las e plantá-las.
Admirável coincidência: ao longo de 90 anos de crescimento harmonioso – sempre iguais até na luta pela sobrevivência –, o mesmo húmus e a mesma seiva as alimentou, a mesma cosméstica lhes emprestou a elegância e o porte altivo, o mesmo esteticista as manteve firmes e sem rugas…
Que se mantenham por muitos anos, sempre fieis e vigilantes, estas magníficas palmeiras, humildes guardiãs da Igreja Matriz de Cortegaça.

Artigo publicado no quinzenário ovarense
JOÃO SEMANA (15 de Agosto de 2007)

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